António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.

Crónicas de Crestuma, o Centro do Mundo – XII

Setembro 29th, 2009

Vários visitantes deste espaço têm solicitado a minha opinião sincera e frontal sobre a próxima disputa eleitoral em Crestuma. Estava determinado a não o fazer. Primeiro, porque já percebi que só pelo simples facto de ter uma opinião sou alvo de ataques pessoais e/ou chacota; segundo, porque já não exerço nenhum cargo a nível partidário e o meu mandato na Assembleia de Freguesia está a terminar. Contudo, enquanto cidadão, e como não gosto de defraudar os meus leitores, decidi expor publicamente o que penso.

Ressalvo que se trata de uma opinião puramente pessoal. Não falo em nome de ninguém, nem mandatado por ninguém. Infelizmente, nos dias que correm, nem todos se podem gabar do mesmo.

 

Ao contrário do que muita gente pensa, nunca foi tão fácil votar numas eleições autárquicas em Crestuma. Considerando apenas as três principais candidaturas (Gaia Na Frente, MCC e PS), com todo o respeito que a CDU merece, uma comparação de pessoas, projectos, valores e princípios, leva-me claramente a optar pela coligação Gaia Na Frente.

 

“Até aqui nada de novo… o gajo é do PSD e até foi eleito por eles nas últimas eleições!”, dirão vocês.

 

Contudo, irei expor as minhas razões, razões essas que ultrapassam de largo a minha filiação partidária.

 

Em primeiro lugar pela obra realizada nos últimos doze anos. José Fernando Ferreira, entre outros elementos que compõem a candidatura, estiveram directamente ligados ao período de maior desenvolvimento e crescimento de Crestuma, depois do negro período de governação socialista na nossa terra. Peguem em fotografias, consultem a comunicação social e comparem a Crestuma de 2009 com a Crestuma de 1989, por exemplo.

 

Falando apenas dos últimos quatro anos, enfrentando enormes dificuldades inerentes à crise nacional e mundial, a Junta de Freguesia de Crestuma foi conseguindo fazer “omeletas sem ovos”, sendo claro exemplo disso os diversos protocolos celebrados com a Câmara Municipal para obras, para investimento, para actividades culturais, para benefício das colectividades. Não são ilusões. As obras estão aí para quem quer ver.

 

Em segundo lugar, e directamente relacionado com o ponto anterior, pela extraordinária obra no campo da acção social. Algo pouco visível, pouco mediático, mas de uma extrema importância para as pessoas: ajuda a famílias carenciadas, realojamento de famílias em habitações dignas, colónias balneares, actividades desportivas para crianças, são o exemplo de actividades marcantes e que produzem um resultado inigualável: o sorriso das pessoas, a felicidade, o bem-estar!

 

Em terceiro lugar, porque os dois principais adversários desta candidatura assentam as suas propostas em quatro categorias principais:

 

a)      Propostas já feitas, ou em curso, pela actual JF, sendo o exemplo mais descarado desta situação a proposta apresentada pelo MCC sobre a bandeira azul para a Praia do Esteiro. Ora, para quem não sabe, o actual executivo anda a lutar por isto desde há dois anos atrás! (outros exemplos poderiam ser citados);

b)      Propostas totalmente irrealistas, faraónicas, atendendo à dimensão da nossa Vila, puramente baseadas em demagogias e eleitoralismo fácil;

c)       Propostas pouco concretizadas e pouco fundamentadas… líricas, poéticas;

d)      Propostas que não se percebe bem para que foram feitas e qual a sua utilidade prática.

 

Em quarto lugar, porque as propostas da Coligação Gaia Na Frente, são simples, realistas, feitas com os pés bem assentes na terra e com profundo conhecimento dos dossiers. Propostas concretas e, acima de tudo, orientadas para as pessoas.

 

Em quinto lugar, porque o trabalho começado há quatro anos, não pode parar. Crestuma está no bom caminho e não pode correr o risco de cair em devaneios ou caprichos.

 

Em sexto lugar, porque a Coligação Gaia Na Frente, ao contrário das demais candidaturas, demonstrou e demonstra um “carinho” especial pela Cultura e pela Arte, não embarcando na política do betão, política que outros querem impor à nossa terra.

 

Por fim, pela qualidade humana das pessoas que compõem a lista. Com todo o respeito que me merecem os elementos das outras candidaturas, alguns deles, pessoas do meu relacionamento pessoal, considero que os elementos da Coligação Gaia Na Frente são os mais empenhados, os mais capazes, os mais formados, os mais preparados para continuar a fazer crescer Crestuma.

 

A minha decisão sobre o meu voto no próximo dia 19 está tomada.

 

A vossa ficará à vossa consciência.

 

Eu respeito.

 

A Democracia é assim mesmo. O mais importante é que, cada um, vote de acordo com a sua consciência.

Era tarde…

Setembro 29th, 2009

Era tarde de mais
O tempo tinha passado
E uma multidão gritado
Por ti e por nós

Não quisemos mais a dor
Nem a sina que Deus ditou
Apenas a voz que cantou
O prazer da tua voz

Foste a lua que ilustrava
O caminho da procura
Um instante de loucura
Em estrelas adormecidas

E senti que eras tu
Uma mão de fogo acesa
Um olhar de princesa
Memórias esquecidas

“The Resistance” – MUSE

Setembro 26th, 2009

Numa altura em que tanta música má é debitada diariamente nas televisões e nas rádios, parece quase impossível aparecer uma banda mainstream, capaz de criar autênticas obras-primas, capaz de rasgar trilhos, ousar, mostrar ao futuro novas formas de fazer música.
Parece impossível, mas não é. Os MUSE, com o seu novo álbum “The Resistance”, mostram o que é escrever, compor, criar, sem ceder ao facilitismo e ao easy-listening. Antes pelo contrário: o trio britânico arrisca, colocar a fasquia onde poucos conseguiram chegar e mostra ao mundo poemas belíssimos, melodias e harmonias soberbas e um virtuosismo técnico capaz de nos deixar colados à cadeira.
Acusados de terem cedido à tentação comercial em “Blackholes and Revelations”, os MUSE mostram que isso foi uma falácia de quem não consegue compreender a música deles. Os MUSE são daquele género de artistas de uma qualidade tal que “dão-se ao luxo” de fazer o que lhes dá na real gana, tendo como único compromisso a qualidade… a Arte.
“The Resistance” arrisca-se, seriamente, a ser o álbum do ano e um dos melhores de sempre.
O concerto no Pavilhão Atlântico, no próximo dia 29 de Novembro, promete um espectáculo inesquecível.

O Presente

Setembro 24th, 2009

Eram seis da tarde quando o mensageiro chegou.
– A Princesa espera-o, Senhor.

Rapidamente, o Príncipe montou no seu cavalo negro e cavalgou a toda a brida em direcção àquele palácio proibido.

Estacou. As portas do palácio encontravam-se abertas e o coche real parado à entrada: os Reis estavam no Palácio.

Ainda não seria desta que amaria a Princesa na sua própria cama.

Levou a mão ao bolso. Sentiu o colar de prata que tinha comprado, dias antes, a mercadores que tinham chegado do Norte. Tinha-o comprado com muitas moedas, mas com muito amor. Ao tocar-lhe, de imediato, imaginou-o no pescoço da sua amada.

Ela veio a correr. Parecia mais linda que nunca!

Só tiveram tempo de trocar um beijo, breves palavras de amor e afastarem-se.

A Princesa ficou emocionada com o presente e partiu.

O Príncipe montou no cavalo negro e regressou a casa.

Deram-me um Five!

Setembro 22nd, 2009

Aviso: Este texto tem uma forte componente “teen”, egocêntrica e narcisista. Não se surpreendam!

Hoje o meu amigo Luis Pedro foi ao meu Hi5 e deu-me um Five!

Já há muito tempo que ninguém fazia isso, por isso mesmo resolvi fazer aqui um levantamento dos meus Fives:

“Legal” – 4

“Super Fixe” – 3

“Colega de equipa” – 3

“Festeiro” – 2

“Aniversário” – 2

“Engraçado” – 2

“Ídolo” – 2

“Inteligente” – 2

“Melhor Amigo” – 2

“Gatão” – 1

“Irmão” – 1

“Colega de turma” – 1

“Primo” -1

“Guerreiro” – 1

“Pensador” – 1

Obrigado a todo o pessoal que me Fivou!

Rasganço

Setembro 21st, 2009

Palavras que te rasgam sem sentido
Palavras que te tolhem a razão
Palavras que te deixam perdido
E te desprendem o coração

Entoas uma canção com voz de raiva
Pela dor do Mundo que te sufoca
Não há mais amor que caiba
No refúgio da tua toca

Então saltas do mais alto abismo
Mergulhas na paixão que te consome
Flutuas sem saber onde é o fim
Como quem morre enquanto dorme

António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.