António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.

Era tarde…

Setembro 29th, 2009

Era tarde de mais
O tempo tinha passado
E uma multidão gritado
Por ti e por nós

Não quisemos mais a dor
Nem a sina que Deus ditou
Apenas a voz que cantou
O prazer da tua voz

Foste a lua que ilustrava
O caminho da procura
Um instante de loucura
Em estrelas adormecidas

E senti que eras tu
Uma mão de fogo acesa
Um olhar de princesa
Memórias esquecidas

“The Resistance” – MUSE

Setembro 26th, 2009

Numa altura em que tanta música má é debitada diariamente nas televisões e nas rádios, parece quase impossível aparecer uma banda mainstream, capaz de criar autênticas obras-primas, capaz de rasgar trilhos, ousar, mostrar ao futuro novas formas de fazer música.
Parece impossível, mas não é. Os MUSE, com o seu novo álbum “The Resistance”, mostram o que é escrever, compor, criar, sem ceder ao facilitismo e ao easy-listening. Antes pelo contrário: o trio britânico arrisca, colocar a fasquia onde poucos conseguiram chegar e mostra ao mundo poemas belíssimos, melodias e harmonias soberbas e um virtuosismo técnico capaz de nos deixar colados à cadeira.
Acusados de terem cedido à tentação comercial em “Blackholes and Revelations”, os MUSE mostram que isso foi uma falácia de quem não consegue compreender a música deles. Os MUSE são daquele género de artistas de uma qualidade tal que “dão-se ao luxo” de fazer o que lhes dá na real gana, tendo como único compromisso a qualidade… a Arte.
“The Resistance” arrisca-se, seriamente, a ser o álbum do ano e um dos melhores de sempre.
O concerto no Pavilhão Atlântico, no próximo dia 29 de Novembro, promete um espectáculo inesquecível.

O Presente

Setembro 24th, 2009

Eram seis da tarde quando o mensageiro chegou.
– A Princesa espera-o, Senhor.

Rapidamente, o Príncipe montou no seu cavalo negro e cavalgou a toda a brida em direcção àquele palácio proibido.

Estacou. As portas do palácio encontravam-se abertas e o coche real parado à entrada: os Reis estavam no Palácio.

Ainda não seria desta que amaria a Princesa na sua própria cama.

Levou a mão ao bolso. Sentiu o colar de prata que tinha comprado, dias antes, a mercadores que tinham chegado do Norte. Tinha-o comprado com muitas moedas, mas com muito amor. Ao tocar-lhe, de imediato, imaginou-o no pescoço da sua amada.

Ela veio a correr. Parecia mais linda que nunca!

Só tiveram tempo de trocar um beijo, breves palavras de amor e afastarem-se.

A Princesa ficou emocionada com o presente e partiu.

O Príncipe montou no cavalo negro e regressou a casa.

Deram-me um Five!

Setembro 22nd, 2009

Aviso: Este texto tem uma forte componente “teen”, egocêntrica e narcisista. Não se surpreendam!

Hoje o meu amigo Luis Pedro foi ao meu Hi5 e deu-me um Five!

Já há muito tempo que ninguém fazia isso, por isso mesmo resolvi fazer aqui um levantamento dos meus Fives:

“Legal” – 4

“Super Fixe” – 3

“Colega de equipa” – 3

“Festeiro” – 2

“Aniversário” – 2

“Engraçado” – 2

“Ídolo” – 2

“Inteligente” – 2

“Melhor Amigo” – 2

“Gatão” – 1

“Irmão” – 1

“Colega de turma” – 1

“Primo” -1

“Guerreiro” – 1

“Pensador” – 1

Obrigado a todo o pessoal que me Fivou!

Rasganço

Setembro 21st, 2009

Palavras que te rasgam sem sentido
Palavras que te tolhem a razão
Palavras que te deixam perdido
E te desprendem o coração

Entoas uma canção com voz de raiva
Pela dor do Mundo que te sufoca
Não há mais amor que caiba
No refúgio da tua toca

Então saltas do mais alto abismo
Mergulhas na paixão que te consome
Flutuas sem saber onde é o fim
Como quem morre enquanto dorme

António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.