Conheci alguém que dizia: “se me vais contar algo e começas com <<ouvi dizer>>, então não me contes mais nada”.

Se mais gente tivesse este princípio (e o praticasse) a desinformação e as fake news teriam mais dificuldades em grassarem e o Polígrafo teria a vida mais facilitada.
Porque nós gostamos do click bait e da “notícia” que confirma o que pensamos, que diz o que queremos ouvir.
Depois, afinal, não era bem assim ou, em muitos casos, não era nada assim.
“Mas, mesmo assim, continuo a achar…”
É isto é que é grave: usarmos a mentira para validar as nossas convicções e percepções.
Isto já é sermos desonestos com nós próprios.
Por isso, numa época em que crianças têm acesso precoce à tecnologia, era giro ensinar-lhes como identificar notícias falsas e os perigos de as espalhar.
Acreditem, os miúdos iam aprender facilmente e, quem sabe, tornarem-se adultos mais conscenciosos.