Aquela era a hora.
Os astros o diziam.
O vento cantava.
A estrada pela frente.
Sabia que o dia viria.
Desde o início.
O dia do adeus.
Um adeus tão triste quanto feliz.
Um adeus que partia um coração em dois.
Respira.
Olha em frente.
Avança.
Adeus…
Aquela era a hora.
Os astros o diziam.
O vento cantava.
A estrada pela frente.
Sabia que o dia viria.
Desde o início.
O dia do adeus.
Um adeus tão triste quanto feliz.
Um adeus que partia um coração em dois.
Respira.
Olha em frente.
Avança.
Adeus…
Quando a dor o fustigava e olhava impotente para as feridas que o matavam, encontrou um jardim.
O suave aroma daquelas flores, rapidamente, o fez esquecer que sangrava, amenizou-lhe a dor e pintou um novo sorriso no seu rosto.
Deliciou-se com o calor daquelas pétalas. Colheu-as apenas com o olhar, pois nada o faria arrancar tal candura àquela terra.
Agradeceu sorrindo e tornou-as suas.
(dedicado à Filipa, à Mafalda, à Rita e à Sara )
Mesmo quando habitamos planetas diferentes.
Mesmo quando os nossos relógios marcam horas opostas.
Mesmo quando caminhamos sob diferentes sóis.
Mesmo quando os nossos sorrisos estão invertidos.
Mesmo quando amamos com outros corações…
Era já noite alta quando me procuraste.
Vieste como se fosse dia e, sem dizer mais nada, entregaste-me um beijo.
Era um beijo com um sabor único, temperado pela saudade e pela dor profunda de estarmos longe.
Recebi-o.
Guardei-o.
E, quando acordei, senti-o.
Pensava eu estar no meio de tanta gente, mas a multidão era o deserto.
Todos me abandonaram, deixando-me nas mãos do acaso e daquilo que a Fortuna quis fazer comigo.
Espancaram-me, feriram-me, sangraram-me e eu nunca virei a cara à luta.
Quando me julgavam morto, apareci no meio deles e de imediato a Morte atingiu-os sem piedade. Libertei-me, enfim, das garras da solidão.
Caminhei por cima dos cadáveres daqueles que me condenaram, espezinhando as vísceras, os ossos e o sangue daquela gente abjecta.
Limpei o mundo da podridão e descobri que só eu, apenas eu, poderia continuar aquela demanda infinita.
Não sei
Que música ouvir
Que filmes ver
Que perfumes sentir
Que livros ler
Que muros subir
Que mundos conhecer
Que portas abrir
Que estradas correr
Que vidros partir
Que barreiras vencer
Não sei
Por onde andar
Viajar
Dançar
Quando tu não estás
E eu fico louco
E nada faz sentido
O barmanemes capo-mà neneruné getefu qomdete sandageti.
É nessa hora que matamos o Mundo.
Voas comigo para outro planeta. Um planeta que os nossos sonhos desenharam num Universo que não existe.
Somos Deuses e ao sétimo dia descansamos, nos braços um do outro. Vimos tudo o que tínhamos feito. Era tudo muito bom.
No princípio era o Verbo e no fim só restam sorrisos, beijos soltos e suor.