No Domingo passado reencontrei o Martim. Demorei a reconhecê-lo: está grande, com barba, uma figura bem diferente daquela criança que conheci há quase dez anos, em Salreu, agarrado ao clarinete.

Continua agarrado ao clarinete e está um homem feito.
Confessou-me que lê tudo o que escrevo e pediu-me para retomar a minha rúbrica “Clássicos Filarmónicos”.
Disse-lhe que não tenho tempo, nem material. Gentil, compreendeu. Durante toda a conversa que tivemos, mesmo quando abordamos assuntos mais desagradáveis, não largou o sorriso.
Perguntou-me se tinha o meu clarinete comigo. Queria tocar ao meu lado, pelo menos uma obra. “Pela História”…
Quem diria que, tanto tempo depois, a Vida iria dar-me este Encontro.
O meu primeiro Encontro com a Vida do Martim, há quase dez anos, em Salreu, agarrado ao clarinete, foi fugaz. Mas foi o suficiente para deixar uma marca.
Bem-hajas, Martim, e continua atento ao que vou escrevendo. Quem sabe se, mais cedo do que tarde, nos voltaremos a Encontrar.