O barmanemes capo-mà neneruné getefu qomdete sandageti.
António Pinheiro
Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.
Anoitecer
É nessa hora que matamos o Mundo.
Voas comigo para outro planeta. Um planeta que os nossos sonhos desenharam num Universo que não existe.
Somos Deuses e ao sétimo dia descansamos, nos braços um do outro. Vimos tudo o que tínhamos feito. Era tudo muito bom.
No princípio era o Verbo e no fim só restam sorrisos, beijos soltos e suor.
Escuta!
São pessoas, meu cabrão!
Pessoas!
Que têm sentimentos, que pensam, têm vontade própria!
Não são objectos nas tuas mãos, nas cadeias da tua eterna e crescente prepotência!
Não são engrenagens na máquina do teu egocentrismo!
Porquê? Porque as fazes sofrer? És sádico? Dá-te prazer?
É bom vê-las chorar?
É bom vê-las de rosto cinzento e abatido?
Desaparece, pá!
Morre!
Crónicas de Crestuma, o Centro do Mundo – VIII
A canoísta portuguesa Joana Vasconcelos conquistou este domingo, em Moscovo, o título mundial júnior de K1 500 metros, depois de na véspera ter conquistado a medalha de prata nos 1.000 metros.A atleta do Clube Náutico de Crestuma fez o pleno de pódios nas mais importantes provas internacionais, juntando estas medalhas ao título europeu em K1 1500 e ao bronze nos 1000 metros.
Joana Vasconcelos, que liderou toda a prova, conseguiu o ouro ao completar os 500 metros em 1.56,520 minutos, batendo a chinesa Jieyi Huang por 0,975 segundos e a húngara Timea Groholy-Orsolya por 1,478.
Em declarações à Agência Lusa, Joana Vasconcelos assumiu a satisfação para os resultados conseguidos, mas apontou a sua ambição para o futuro: «Sei que todas estas medalhas aumentam as minhas responsabilidades, mas só posso encarar isso com optimismo. Tudo isto é bom demais. O ouro e bronze nos europeus alimentavam-me esperanças de ir ao pódio nos mundiais, mas esta competição é ainda mais complicada. Estou nas nuvens», resumiu.
Nas oito provas em que competiu, Portugal sai dos mundiais juniores com uma medalha de ouro, outra de prata, cinco finais e duas finais B. A comitiva lusa regressa a Portugal nesta segunda-feira.
FONTE: www.maisfutebol.iol.pt
Legionário
Nunca procurou o caminho fácil. Para ele as rectas eram a pior distância que poderia percorrer. A sua vida precisava de montanhas, abismos. Precisava ser ele a desbravar os caminhos para metas que mais ninguém compreendia.
Complicava.
Sempre complicava, mas porque desejava que a sua existência fosse uma história de conquistas.
Tudo o que era simples, não era para ele. Era preciso risco, dor, sofrimento até, mas tudo isso lhe garantia a glória na chegada.
Aí, refrescava-se nas gotas do seu suor. Olhava para as feridas e gozava com o ardor e o sangue a escorrer.
Como era agradável saber que tinha olhado a morte e vencido.
Depois de um breve descanso, com as feridas ainda mal saradas, atirava-se de novo à contenda.
E nos altos e baixos, na montanha russa que ele próprio tinha desenhado, entregava-se a delírios insanos, que o anestesiavam. Assim, debruçava-se no abismo com um sorriso nos lábios, ria da arma apontada à testa e zombava dos mais ferozes inimigos.
A Mis el Adane
E fiquei toda a noite a ver-te dançar.
Bebi mais um copo e deixei-me embalar pelo voo dos teus cabelos.
Estavas feliz, emanavas luz e parecias segura do destino de todo o Mundo.
E eu amei-te tanto ao som da nossa música.
Por momentos, fui eu quem agarrou aquele microfone e te jurei o meu amor mais que eterno, em notas soltas, presas por um ritmo cadenciado.
Fui o palco.
Tu foste as luzes.
Fui a voz.
Tu foste a guitarra.
Fiquei ao longe, a observar cada gesto, cada movimento do teu corpo, numa dança só tua e, ao mesmo tempo, só nossa.
Alguém disse “vi-te dançar e a minha paz morreu”, mas quanto mais dançavas, mais o meu coração atingia a paz que tanto procura.
Entreguei-me aos teus olhos e senti que me querias.
Por um breve instante, pareceu-me ler nos teus lábios… e tu sabes o que eu li.
Por um breve instante, senti que os nossos corações eram ímanes e que o abraço tão desejado era iminente.
Um beijo queimava nos meus lábios.
Era preciso soltá-lo.
Entregá-lo à tua dança que parecia não mais terminar, mesmo quando a música parava.
Eu soltei-o, sentiste?
A História
Foram os teus olhos
E o teu sorriso
Que uma tarde
Me disseram que me amavas
E eu amei-te
Foram as canções
Os poemas
Que uma manhã
Me acordaram para o teu corpo
E eu vivi-te
Foi a vida
O crescer
Que uma noite
Me disseram que eras mais que o Amor
E eu chorei
