Aqui fica um resumo com os meus trabalhos de design gráfico:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.223022031047102.73322.100000179197868
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Passam dias, horas, minutos, segundos… E fico preso ao relógio.
Imóvel.
Tic-tac.
Espero pelo momento de te ver, de te ter…
Espero por sentir os teus braços…
Espero por entrar dentro de ti…
Tic-tac.
E quanto mais perto estás, mais longo se torna o tempo…
Tic-tac.
Mais longe me parece o teu sorriso…
Até que chega o momento em que chegas, cheia de luz…
Apagas o Mundo à tua volta e existo só para ti…
E tu existes só para mim…
Nua por dentro e por fora…
E o tempo pára.
O tempo é só nosso.
Fica preso dentro de nós.
Como eu fico preso dentro de ti.
Sou músico desde 1994.
Nestes 17 anos de música já tive concertos bons e maus mas, apenas por uma vez, tive vergonha de estar em palco. Não interessa quando, nem onde, nem com quem.
Apenas recordo que foi algo tão mau, tão indescritível, que a minha vontade, da primeira à última nota, era sair do palco a correr e nunca mais voltar àquele local.
Esta angústia pessoal de ver um barco totalmente à deriva, agudizava-se ao perceber que alguns dos meus colegas de palco e, principalmente, a pessoa responsável pela direcção artística daquele agrupamento, não tinham a noção do que estava a acontecer. Pior: estavam convictos de que estava a ser um concerto espectacular. Mais grave ainda: afirmaram e reafirmaram que “o concerto foi excelente”.
Felizmente, outros percebiam que, mais cedo ou mais tarde, o caos iria abater-se sobre aquele palco. Com umas trocas de olhares lá fomos juntando vontades e dando o nosso melhor, até ao limite das nossas forças, para dar alguma dignidade ao que estava a acontecer e que era tudo, menos música.
Mas a vergonha estava lá. Não conseguia olhar o público e, se houvesse um espelho, não conseguiria olhar-me a mim próprio.
Quando saí do palco, uma pessoa da minha família que estava a assistir perguntou-me: “Mas que m*rd* foi esta?”
“Foi um concerto mau de mais e que quero esquecer rapidamente…”
Mas é difícil. Da mesma forma que as actuações positivamente extraordinárias se tornam inesquecíveis, o mesmo acontece com os fiascos. Ficam armazenados na nossa memória para nos lembrar que há erros que não podem ser repetidos.
No filme Kill Bill, Uma Thurman e Lucy Liu, decepam cabeças e outros membros humanos como quem corta manteiga… mas com estilo. A forma como brandem a espada e a fazem deslizar pela carne humana, dá-nos vontade de nos juntarmos a um esquadrão assassino.
Ainda em Tarantino, Pulp Fiction, Samuel L. Jackson. Em parelha com John Travolta, este assassino mercenário, despacha meliantes à bala, enquanto recita passagens da bíblia, dentro de um elegante fato.
E por falar em tiroteios, o que dizer de Ben Affleck e Matt Damon no filme Dogma? Faz-nos apetecer andar com uma pistola no bolso para aviar pecadores.
Depois há a mítica cena dos helicópteros no Apocalipse Now, tendo como corolário a utilização da música de Wagner como pano de fundo ao ataque. Vou já inscrever-me numa escola de vôo!
A terminar… Darth Vader: o grande imperador dos “badass”. Elegante, assustador, com uma enorme dose de “coolness” e, ainda por cima, uma banda sonora a condizer.
Estou a construir um personagem que seja a mistura de toda a esta gente. Vai reunir o melhor e o pior de cada um deles.
E muito sangue vai correr…
P.S. – Numa cena do A-Team, o Hannibal diz ao mau da fita que ele tem duas maneiras de resolver a questão: “the easy way and the hard way”. Segue-se a descrição de uma série de maleitas que se iriam abater sobre o mau da fita: tiros, bombas, socos nas trombas… muito armamento! Então, o mau da fita pergunta: “E qual é a easy way?”. Responde o Hannibal: “essa acabei de descrever agora mesmo…”
“Ó Pinheiro, sabe porque gosto de si? Porque é uma pessoa aberta a quem podemos dar opiniões! Pode não segui-las, mas pelo menos ouve-nos e dá-nos atenção.”
Obrigado.
Ensinaram-me…
Aprende com quem sabe, mas não imites, nem copies. Absorve conhecimento para depois seres tu próprio e criares o teu mundo. Mais tarde, tu também vais ensinar, mas não cries clones da tua pessoa. Deixa que aqueles que aprendem contigo sejam livres.
Ensinaram-me…
Ouve muitas opiniões, mas filtra aquelas que realmente te ajudam a crescer. Não dês importância a tudo o que te dizem, pois pode ser dito para te prejudicar. Tu vais percebe, no teu íntimo, quais são os bons e quais são os maus conselhos.
Ensinaram-me…
Defende o teu trabalho e aquilo que construíste. Esconde-te no momento da glória e mostra-te no momento do insucesso.
Ensinaram-me…
Tens que saber desistir, quando o teu esforço é em vão. Não é vergonha admitir que não conseguimos… Não é vergonha admitir que fracassamos. Vergonha é continuar a errar sem a consciência que somos incapazes.
Ensinaram-me…
Errar, toda a gente erra. Agora, errar sucessivamente, achando que estamos a agir bem é sinal de estupidez. Tens que estar atento aos teus erros e perceber se estás a ser estúpido ou não.
Ensinaram-me…
Quanto mais longe chegares, mais dificuldades te irão colocar. O sucesso tem um preço muito alto e tens que saber se estás preparado para o pagar.
Ensinaram-me…
Defende os teus princípios e não abdiques deles. A tua integridade, mais cedo ou mais tarde, será recompensada. Não te prostituas a troco do sucesso rápido. Com a mesma rapidez vem a desgraça.
Ensinaram-me…
Define objectivos para a tua vida e meios para os atingir. Sem dares passos maiores que a perna, fixa os olhos no teu destino e corre na sua direcção.
Ensinaram-me…. que um dia iria reflectir sobre tudo isto…
Cosmética.
Areia para os olhos.
Para inglês ver.
Ou, simplesmente, falta de senso, falta de sentido de ridículo, falta de vergonha.
O barco afunda e, no entanto, continuamos orgulhosos de ser o maior barco de sempre, mas ele continua a afundar.
As tropas americanas entravam em Bagdade e o Ministro da Guerra Iraquiano afirmava que os ianques iam arder dentro das fardas.
O amor próprio perdeu-se?
Assumimos, definitivamente, a nossa própria prostituição?
Já diz o povo que “mais vale parecer do que ser”…
E estes parecem. Mas estão longe de o ser. Estão cada vez mais longe de o ser e um dia a máscara tão bem moldada vai cair.
Alguém já gritou “o Rei vai nu”. Mas o Rei, egoísta, orgulhoso, mandou matar tão infame caluniador. Mas continua nu. Despido. Vestido apenas com o manto da ilusão por si próprio tecido.
“O Rei vai nu” grita outro corajoso e novo pelotão de fuzilamento avança. E são sempre os mesmos. O mesmo esquadrão da morte. Tão, ou mais, despido que o próprio rei.
Sucedem-se os gritos de “O Rei vai nu”, “o navia afunda”, “salve-se quem puder” e o esquadrão da morte dispara, degola, assassina.
E o ansiado dia da glória eterna aproxima-se e aproxima-se, também, o dia da suprema humilhação.
“Vou realizar uma vingança terrível contra eles, com violentos castigos, para que saibam que eu sou o Senhor, quando me vingar deles.” Ezequiel, 25:17
Foi mais uma noite sem dormir.
Sobressaltado pela distância e pela ausência.
Acordado pelas doces memórias do teu corpo,
Do teu beijo,
De tudo o que é teu e me leva à perfeição da felicidade…
Não dormi..
Nem um segundo…
Porque o meu coração mantinha-se acordado na busca pelo teu
Querendo saltar do peito e arrebatar-me,
Mais uma vez,
Aos teus braços
À ternura desse olhar que me desfaz,
Que me faz sentir o ser mais amado do Universo