António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.

A Cultura em Crestuma

Maio 16th, 2008

Na última sessão da Assembleia de Freguesia de Crestuma, fiquei preocupado. A avaliar pelas intervenções dos representantes do P.S., se este partido vencer as próximas eleições autárquicas, a cultura em Crestuma ficará seriamente comprometida.

Acima da Crítica…

Maio 7th, 2008

Sabem quando temos a certeza que o nosso trabalho foi bom, mesmo muito bom?

Quando as críticas que nos são feitas não têm fundamento, soam a falsas e ridículas e conseguimos rebatê-las uma por uma!

Morangos com Açúcar = Propaganda ao Aborto

Maio 7th, 2008

A série juvenil “Morangos com Açúcar”, quer se goste quer não se goste, sempre teve uma componente pedagógica debruçada sobre os problemas da adolescência/juventude.

Na sua mais recente série, que tenho oportunidade de acompanhar esporadicamente, é-nos apresentado o caso de uma mãe-adolescente e consequentes dúvidas e problemas que assolam uma rapariga nesta inesperada situação.

Como é óbvio, a questão do aborto veio à baila. Seria uma boa oportunidade para os argumentistas da série alertarem para a responsabilidade de um aborto, o uso de métodos contraceptivos, uma vida sexual informada e responsável, etc.

Contudo, o episódio de ontem dos M.A. foi um autêntico tempo de antena de propaganda ao aborto.

3º Lugar!

Maio 4th, 2008

Participei, na quinta-feira passada, no Concurso Internacional de Bandas de Vila Franca de Xira, ao serviço da Banda de Arrifana.

Para quem não sabe, a B.A. participou “apenas” pela experiência. Já tinham estado há dois anos atrás, tendo sido alvo de algumas críticas.

É muito fácil criticar quando não se tem coragem de participar.

Dois anos depois, a B.A. volta a Vila Franca para fazer história. Semanas de ensaios, de muito esforço, trabalho e, acima de tudo, com atitude muito humilde e descontraída, face à importância do Concurso, resultaram num brilhante 3º lugar, na sua categoria (a 2ª).

É óbvio que a comunicação social do “sistema” vai fazer correr rios de tinta sobre o 1º lugar da Banda da Branca (mais do que previsível), o 2º lugar da banda de Espinho e até sobre bandas que não conquistaram qualquer prémio. Mas, eu prefiro ser faccioso e dizer à boca cheia que, por tudo o que disseram, a Banda de Arrifana foi a grande vencedora.

Eu, pelo menos, quando soube do resultado, não me contive e desatei a festejar. Quem vestiu aquela farda no dia 1 de Maio, compreende esta sensação.

PARABÉNS ARRIFANA!

Ir a jogo sem trunfos!

Maio 1st, 2008

Há malta que gosta de ir a jogo com duques, ternos e senas tristes.

Vêem os outros a jogar grandes cartadas e pensam que podem alcançar a vitória sem recursos.

É muito diferente jogar com áses, Reis, Damas e Valetes. Com palha, não se ganham vazas.

Encontro de Coros “Crestuma 2008” – Rescaldo

Abril 29th, 2008

Em Crestuma, quando organizamos alguma actividade de índole cultural/recreativo (e eu já organizei várias), corremos o risco de a mesma ser um tremendo fracasso. Não pela sua qualidade, mas pela ausência de público.

De facto, são mais os eventos “às moscas”, do que propriamente aqueles de “casa cheia”.  Tirando as festas que envolvam crianças, os concertos da SFC e as festas do CNC, tudo resto, por norma, não atrai público.

Quando as V.E. tiveram a iniciativa de organizar um encontro de coros, estavam conscientes de que semanas de trabalho poderiam ter sido, em vão.

Contudo, tínhamos um objectivo bem concreto em mente: encher o Salão Nobre da Junta. Por isso, tudo foi pensado ao pormenor, numa organização que chegou a roçar o profissionalismo.

Lições para a vida

Abril 28th, 2008

“Nunca frequentei o Conservatório ou a Escola Superior. Nunca tive um professor de trompete. Ensinaram-me a escala do instrumento e a partir daí aprendi sozinho. Tenho orgulho em dizer isto. Aprendi a ouvir discos, ouvia os outros tocar e tentava fazer igual. Estava com o trompete até às três da manhã, a ouvir e a repetir, até conseguir fazer igual àquilo que ouvi-a.”

“Nenhum professor pode obrigar um aluno a ter determinado som. Cada pessoa tem o seu som, conforme o seu tipo de ar.  Cada pessoa tem o seu tipo de ar, o que condiciona directamente o tipo de som. Há ares mais húmidos, mais secos, mais gurdorosos, mas densos, menos densos. É isto que faz o som. É ridículo obrigar um aluno a tocar com determinado instrumento, determinada boquilha, determinado bocal, só para obter aquilo que o professor quer. Aquilo que é bom para mim pode não ser bom para ti.”

Quando ouvimos alguém falar assim, ficamos com vontade de o ouvir para o resto da vida.

Obrigado, amigo!

António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.