A RFM está a promover um concurso de criatividade.
Prevejo resultados desastrosos. O facto de alguém ouvir a RFM já é sinal de falta de criatividade.
A RFM está a promover um concurso de criatividade.
Prevejo resultados desastrosos. O facto de alguém ouvir a RFM já é sinal de falta de criatividade.
Uma pessoa com 40 anos viu o FCP ser campeão 19 vezes, o 5lb 14 vezes, o scp 5 e Boavista 1 vez
Uma pessoa com 30 anos viu o FCP ser campeão 17 vezes, o 5lb 8 vezes, o scp 3 e boavista 1 vez
Uma pessoa com 20 anos viu o FCP ser campeão 13 vezes, o 5lb 4 vezes, o scp 2 e Boavista 1 vez
Uma pessoa com 10 anos.. viu o FCP ser campeão 6 vezes, o 5lb 2 vezes, o scp 1 e Boavista 1 vez
o resto é regime.
– O problema da juventude de hoje é que não vai à tropa! Se toda a gente fosse à tropa, o país estava muito melhor!
(esta frase, só por si, é parva… mas a conversa continuou…)
– Mas vou à tropa fazer o quê? Não se aprende lá nada!
– Aprende-se a ser homem!
– A ser homem? Os meus colegas que estão na tropa não fazem rigorosamente nada!
– Não fazem nada? Então não sabes que é o Exército que nos protege?
– LOL! De quem?
– Dos espanhóis!!!!
– LOL!
– Tu não te rias que isto é sério! Tu não sabes que a Força Aérea Portuguesa está constantemente a patrulhar o espaço aéreo?
– Sim… e…?
– Se não fosse o trabalho da Força Aérea e do Exército, os espanhóis já nos teriam invadido!!!
(não… não é anedota! Esta conversa aconteceu mesmo!)
(o seguinte texto foi escrito por mim no fórum do Portal Bandasfilarmonicas.com, no tópico de discussão “A Crise económica”)
Tenho apenas 31 anos e, desde que me lembro, que ouço dizer que o país está em crise económica.
Tenho apenas 17 de filarmonia e, desde que entrei para este mundo, que ouço dizer que as bandas não têm dinheiro.
No entanto, ao longo deste 17 anos, vi muitas bandas evoluírem (musical e financeiramente) de uma forma espantosa.
Também vi algumas (poucas) regredirem e caírem num limbo penoso, enfrentando longas travessias no deserto. E sabem que mais? O problema nem foi tanto a falta de dinheiro, mas más práticas de gestão.
(o seguinte texto foi escrito por mim no fórum do Portal Bandasfilarmonicas.com, no tópico de discussão “O papel das filarmónicas”)
« Aqui há uns tempos atrás, num tópico qualquer, eu escrevi que era importante uma banda ter objectivos.
É desses objectivos que deriva o papel da filarmónica; ou, vendo as coisas por outro prisma, é com base no papel que a filarmónica pretende assumir na sociedade onde se insere que serão delineados esses objectivos.
Ou seja, cada filarmónica terá o papel que pretender ter:
– há filarmónicas que pretendem dedicar-se a uma actividade sinfónica, escolhendo reportório desse quadrante, abdicando de romarias e investindo nos concertos em salas fechadas;
– há filarmónicas que investem nas romarias, proporcionando espectáculos variados para públicos heterogéneos;
– há filarmónicas que se dedicam às arruadas e procissões.
– há outras…
Infelizmente, a grande maioria das filarmónicas ainda não sabe muito bem o que quer, daí o papel das filarmónicas no nosso país ser, ainda, indefinido. Por um lado, temos gente a fazer coisas muito boas e do outro gente a fazer coisas muito más (infelizmente).
E voltamos à história dos objectivos. Será uma correcta definição de objectivos, artísticos e sociais, que farão com que uma banda assuma um papel. Arrisco-me até a dizer que, as bandas que apresentam melhor qualidade musical, são aquelas que se guiam por objectivos melhor definidos e, acima de tudo, interiorizados por Maestro, Músicos, Direcção e Público.
Vejam as nossas bandas bem sucedidas e digam lá se não é assim? Quando todos sabem de onde vêm e para onde vão, tudo flui de uma forma diferente.
Agora, quando as bandas andam à deriva (e, infelizmente, são a maior parte do nosso país), as coisas emperram.
O que é fundamental é que todos percebam que há espaço para toda a gente e todos devem ser respeitados, independentemente do seu posicionamento.
Já muito se discutiu neste fórum sobre o que é uma banda boa. Ora, apesar de diversas opiniões, reteve-se uma certa unanimidade em dois parâmetros:
– qualidade musical, com todos os sub-aspectos que isso implica: afinação, interpretação, dinâmicas, técnica, etc.
– capacidade de empolgar o público
Portanto, uma banda não é melhor que outra só porque toca reportório sinfónico, nem uma banda é pior que outra só porque faz procissões. Mais vale uma marcha de procissão bem tocada do que uma sinfonia assassinada.
Vejam, por exemplo, o caso daquela que, para mim, é a melhor banda portuguesa: a Banda de Vilela. Fazem romarias, fazem concertos, tocam de tudo um pouco, dão um espectáculo “do carago”, os músicos divertem-se a tocar e é um prazer ouvi-los. E, muito importante, não têm complexos e procuram sempre dar mais e melhor a quem os ouve.
É difícil? Não, quando sabemos o que queremos.»
Passa agora uma semana desde o Concerto de Ano Novo que a La Belle Époque e as Vozes de Esperança apresentaram em Crestuma.
Gosto pouco de falar sobre as minhas cenas, porque sei que alguns de vocês começam logo com os comentários “lá está o gajo a armar-se”.
Contudo, este texto, mais que falar sobre mim, pretende ser uma homenagem a todos aqueles que, no passado dia 1, estiveram no palco, ou nos bastidores, a contribuir com o seu trabalho para que o concerto fosse o sucesso que foi.
Foi, a título pessoal, a realização de um sonho antigo e, a nível musical, a concretização de um projecto de Março de 2009.
Foram mais de 200 horas de ensaios repartidas entre os dois agrupamentos, ao longo de 7 meses.
Outras tantas de planificação, orquestrações, logística, marketing e estudo.
Estiveram em palco 50 pessoas (mais coisa menos coisa).
7 microfones, 4 amplificadores, 2 colunas de frente, 2 monitores, metros e metros de fio, equalizadores, processadores de efeitos, uma mesa de som e mais uma data de aparelhos cujo nome desconheço.
Contamos com a colaboração de dois grandes nomes da música filarmónica portuguesa: Afonso Alves e Valdemar Sequeira.
Contamos com a colaboração de um grande nome da música ligeira portuguesa: Tony Alves.
Os três elaboraram e cederam, gratuitamente, arranjos exclusivos que foram interpretados em estreia absoluta.
Acima de tudo, esteve em palco o trabalho e a dedicação de muita gente, dos 10 aos 70 anos que, sem pedirem nada em troca, alinharam na minha “loucura” e de mãos dadas ajudaram a realizar o meu sonho, ajudaram a concretizar o meu projecto.
No final, todos estes meses de trabalho, todo o suor, todas as horas sem dormir, todos os papéis rasgados, todos os esboços, todos os rascunhos, todo o stress dos prazos para cumprir, todos os pormenores que corriam mal e pareciam deitar tudo a perder, tudo isso se desvaneceu em sorrisos e em aplausos.
Toda a ansiedade, todo o nervosismo valeram a pena.
Há quem considere que, para um músico, as palmas são o melhor sinal de gratificação. Mas, para mim, há algo muito mais genuíno e muito mais autêntico que as palmas. Os aplausos, muitas vezes não passam de gestos mecânicos. Contudo, quando vemos as pessoas sorrirem, quando vemos o ar de satisfação no rosto delas no final do concerto, quando sentimos que contribuímos por breves minutos para a felicidade dessas pessoas, aí sim, sentimos toda a recompensa pelo nosso esforço.
Mais ainda quando essa satisfação é transmitida de uma forma intensa, física e calorosa. No final do espectáculo, estava eu no palco a acompanhar a arrumação do material, o meu professor de Direcção dirige-se a mim e abraça-me como nunca tinha feito antes. Praticamente sem pensar perguntei “gostou, Professor?” e, já nem me lembro da resposta, mas o sorriso que ostentou disse tudo.
De seguida, como sempre fazemos, discutimos pormenores técnicos do concerto: as coisas boas, as menos boas e, no final, ele disse-me:
“Nota-se que entre o António Pinheiro e os Músicos há perfeita simbiose. Quase nem precisa dar indicações, porque a orquestra está muito bem ensaiada!”
E, como sempre, incentivou-me a continuar a estudar e a trabalhar. Que mais posso pedir enquanto homem e enquanto músico?
Nada.
Aproveito este texto para agradecer às pessoas que nos dias seguintes ao concerto me fizeram chegar a sua apreciação sobre o mesmo e que apresentaram sugestões de melhoria para eventos futuros. É desses amigos que precisamos, aqueles que, sinceramente, nos querem ver crescer e não os que se limitam a dar “palmadinhas nas costas”.
Por fim, fica aqui o reconhecimento público a todos aqueles que, das mais variadas formas, contribuíram para que a Grande Gala da Música Portuguesa atingisse o sucesso pretendido:
Afonso Alves
António da Silva Pinheiro
António Sampaio
Banda Marcial da Foz – Filarmónica do Porto
Carla
Carlos Amorim
Crestuma no Facebook
Delfina Ferreira
Eduarda Ferreira
Fernando Amorim
Filipe Paiva
Indy Paiva
Jorge Santos
Jornal “Voz Portucalense”
José Fernando Ferreira
Junta de Freguesia de Crestuma
La Belle Époque
Luís Macedo
Nuno Paiva
Paróquia de Crestuma
Pe. Domingos
Portal Bandasfilarmonicas.com
Portal do Cidadão de Vila Nova de Gaia
Ricardo Sampaio
Rita Ferreira
Sílvia Pereira
Teresa Sala
Tony Alves
Valdemar Sequeira
Vozes de Esperança
…e também ao pessoal que veio dos mais variados sítios assistir, nomeadamente aos meus amigos Pedro Glória e Malú que vieram da Figueira da Foz com os filhos!
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