Ora cá estão alguns vídeos da actuação dos Luvas de Amianto no PinUp:
António Pinheiro
Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.
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És tu.
Sabes porque não durmo?
Sabes porque me rebolo incessantemente na cama, desperto por um único pensamento?
Porque te amo e o meu corpo não sossega enquanto não sente o teu nos braços.
Fecho os olhos e é o teu sorriso que vejo.
Desvio o meu caminho só para passar na tua janela.
Confundo raios de sol com os teus cabelos e pedras preciosas com os teus olhos.
Estremeço ao ouvir o teu nome e recuso-me a proferi-lo para não o profanar.
Vejo-te em cada rosto da multidão e sinto-te ao meu lado sempre que estou só.
A brisa que me toca no rosto é para mim um beijo teu.
O mar é o teu olhar e o calor da Primavera é o teu abraço.
Bebo mais um copo, fumo mais um cigarro, viro a página de um livro… mas és sempre tu.
És a minha música. És aquele filme inesquecível.
És o cobertor em noite fria de Inverno.
Proteges-me dos pesadelos e embalas-me suavemente.
É a tua respiração que me sustenta.
É no teu andar que me movo.
É com os teus braços que trabalho.
É com os teus lábios que sorrio.
É com o teu corpo que te amo.
Pensamento do dia
A minha mãe ensinou-me muitas coisas. E continua a ensinar. Mas, há frases, conselhos, que me ficaram na memória e que me vão guiando no dia-a-dia.
Quando era mais novo, ela dizia algumas vezes:
“Quando estiveres chateado, com alguma coisa ou com alguém, continua a sorrir e não deixes que os outros percebam, porque assim, quem quer ver-te infeliz, quem te quer prejudicar, não vai conseguir.
Faz sempre boa cara e derrotas qualquer adversário.”
E fica aqui o pensamento do dia.
História de um sonho real
Madrugada. À distância trocavam palavras de amor, numa vã tentativa de matar a saudade e encurtar a distância.
Ela disse “deixas-me sem palavras”. Mas ele continuava a falar… Descrevia sentimentos, sensações, momentos, como se pintasse um quadro. E ela absorvia aquelas palavras, como se fossem beijos, abraços, carinhos…
Ela disse “gosto tanto da maneira como falas sobre nós…” e ele disse que dizia o que sentia, que tinha que dizer aquilo que sentia, pois um amor assim não podia ficar retido secretamente nos recantos de um coração.
Adormeceram. Nos braços um do outro, fecharam os olhos e viajaram juntos de mão dada, para aquela praia onde furtivamente se encontram.
E foi tudo tão real. O calor do sol primaveril, a leve frisa que fazia os cabelos dela dançar, o suave toque das mãos e o beijo… Tão terno como o primeiro, tão intenso como os outros, tão doce como todos.
Um abraço, um olhar no horizonte, uma promessa de amor eterno…
Ela disse “quero que me ames sempre assim…” e ele respondeu “não posso amar-te sempre assim, porque cada dia que passa amo-te mais, cada segundo que passa amo-te mais…”
Então o amor explodiu em lágrimas que regavam os seus sorrisos de ternura.
Um beijo. Desta vez, salgado pelas lágrimas, mas apaixonado como nunca.
Chegava o pôr-do-sol. A praia cada vez mais deserta, cada vez mais secreta.
Com destroços de um velho barco acenderam uma fogueira na areia. Com o calor de uma paixão intensa acenderam outras fogueiras e, rapidamente, as suas roupas tornaram-se uma incómoda barreira àquilo que viveriam depois.
O mar e as estrelas foram testemunhas únicas daquele momento que durou o tempo de uma fogueira.
Então acordaram.
Para quem não vê, ou não quer ver (Mais uma crónica de Crestuma…)
Recentemente, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Gaia tiveram a feliz ideia de assinalar com grandes cartazes algumas das obras realizadas durante este mandato.
Tanto quanto se consta, mais cartazes estarão para vir e eu acho muito bem, pois, o trabalho dos últimos quatro anos foi duro, dífícil, mas profícuo. Por ventura, não tão profícuo tanto quanto todos os crestumenses quereriam, mas não tão vazio como alguns querem fazer parecer.
Quando algumas pessoas passam a vida a dizer que “não se faz nada”, ou porque não vêem, ou, pior que isso, porque não querem ver, é bom “escarrapachar” a obra feita, ou em curso, para esses mesmo críticos caiam na realidade.
É claro que eu sou suspeito para dizer estas coisas, mas convém que alguém faça o exercício do contraditório às disparatadas “conversas de café”, aos boatos, à maldicência que, por vezes, condicionam a opinião pública.
Agora até surgiu um blog “não-oficial” sobre Crestuma. Para já, não se sabe quem está por trás, porque faltou a coragem ao seu autor para se identificar.
Mas, como se costuma dizer, as atitudes ficam com quem as toma. Mesmo na capa cobarde do anonimato.
Quanto ao resto… Parabéns Junta de Freguesia de Crestuma!
O cão não faz mal!!!
Como os meus amigos mais próximos sabem, o meu grande medo, terror, pavor, fobia, a minha kriptonite, são os cães!
Grande ou pequeno, de raça ou rafeiro, quando vejo um destes monstros de quatro patas, fico gelado.
É a minha fobia e exijo que a respeitem! Se, há gente que tem pavor a aranhas, um simpático bicharoco que não ladra e que, em meio segundo, pode ser esmagado com os pés, eu posso ter pavor de animais que ladram, mordem, arranham e são potenciais assassinos, certo?
Mas, pior que os cães, são os donos com as suas negligentes frases:
“Ele não ferra!”
“Entre à vontade que ele não faz mal!”
“Ele só quer brincar…”
O mais engraçado, é que, normalmente, estas frases são proferidas à distância, enquanto o cão prepara-se para atacar o visitante, rosnando e ladrando. E o dono o que é que faz? Nada! Porquê? Porque o próprio dono tem medo e não é capaz de agarrar o seu próprio animal, limitando a gritar, sempre a uma distância razoável:
“Ó Bóbi pára com isso! Deixa o senhor entrar”
“Não ligue, ele não costuma ser assim… só quer brincar”
“Não mostre medo… se não mostrar medo, ele não lhe faz nada!”
Depois de termos conseguido ultrapassar o feroz “segurança”, vem a parte que me faz vomitar:
“A culpa foi sua. Deve ter feito alguma coisa que o enervou. É um cão tão meiguinho!”
“De certeza que mostrou medo. Os cães sentem o medo!”
“O cão não gostou de si…”
Quer dizer: eu quase morro de susto, um cão tenta-me morder, e a culpa é minha?
E depois, há os homens com pénis pequenos que, para compensar o diminuto tamanho do órgão reprodutor, passeiam pela rua com cães de grande porte, como “pitbulls”, “rotweillers”, “dobermans”, etc.
Quando vejo um gajo com um cão destes, tenho a certeza: “pénis pequeno!”
Ou então, uma alta estima muito baixa. Um homem com personalidade, amor-próprio, boa auto-estima, não precisa de um cão para se exibir.
Os tipos que exibem os cães ferozes fazem-me lembrar aqueles putos cobardolas que gostam de passear ao lado dos irmãos mais velhos.
Eu sei que o pessoal gosta de ter cães, ou para compensar uma disfunção sexual, ou para fazer companhia, ou porque são fofinhos. Tudo bem… há que respeitar! Mas respeitem também quem não gosta dos “bóbis”. Metam-nos na casota, não os deixem andar à solta, usem sempre a trela e o açaime, ok?
Obrigado.
Crónicas de Crestuma, o Centro do Mundo – II
Nunca pensei voltar a escrever sobre este tema tão rapidamente mas, ainda hoje, numa rua cá do burgo, deparei-me com mais uma situação digna de registo.
Recentemente, a Junta de Freguesia de Crestuma teve a feliz ideia de demarcar lugares de estacionamento na zona da Igreja Paroquial! Espectacular! Seria uma forma eficaz de organizar o estacionamento caótico que se gera nesta zona durante determinadas celebrações.
Hoje, quarta-feira, 20h: uma Missa de Sétimo Dia, com muita gente.. logo muitos carros! Estavam estacionados nos lugares demarcados pela Junta de Freguesia???? Não! Esses lugares estavam vazios. E pergunta o leitor: “ó António, onde estavam os carros?” Eu respondo: uns estavam todos mal estacionados no largo da Igreja, em segunda e, até mesmo terceira fila; outros estavam num local de estacionamento proibido. Ou seja, passar pela zona da Igreja de Crestuma, hoje, entre as 20h e as 20h30, era um teste à nossa perícia enquanto condutores.
Felizmente, esta já é uma rua larga! (*para perceber esta última frase ler o post anterior…)
Crónicas de Crestuma, o Centro do Mundo
Há uns anos atrás, quando alguém ridicularizava a vila de Crestuma, outro alguém respondeu: “Crestuma? Crestuma é o Centro do Mundo!”
E eu guardei para sempre essa frase.
Bem, inauguro hoje um espaço, dentro deste meu espaço, para relatar alguns episódios mais ou menos curiosos, mais ou menos interessantes, que se vão passando aqui por Crestuma.
1 – O meu amigo Indalécio costuma gozar com a largura das ruas de Crestuma. Eu sei que ele não faz por mal. Até porque ele sabe que nos últimos anos várias vias têm sofrido obras de beneficiação e alargamento, de tal modo que Crestuma já vai tendo algumas ruas bem largas! Tão largas que, algumas delas permitiram que se construíssem passeios dos dois lados! Pois bem, foi numa dessas ruas bem largas, com confortáveis passeios dos dois lados, que encontrei umas simpáticas senhoras a passearem, não nos ditos passeios, mas bem no meio da estrada! Ou seja, fui obrigado a desviar-me, porque, mesmo sentindo a minha aproximação, as senhoras continuaram a ocupar metade da via. Felizmente a rua é, de facto, larga, se não eu teria de parar ou, em último caso, atropelar as simpáticas senhoras.
2 – Este fim de semana, realizou-se a primeira etapa do Campeonato Nacional de Trial em Crestuma, numa das zonas mais bonitas cá da terra – o já denominado “Parque do Castelo”. Para além da luxuriante paisagem verde, o Parque do Castelo oferece uma vista única sobre o Rio Douro. Aos pouquinhos, o Centro do Mundo lá vai aparecendo no mapa, mas ainda há quem considere tudo isto “supérfluo”.

