Hoje dei de caras com uma família (pai, mãe e dois filhos) especada a olhar para um “Ponto Electrão”. E ali estiveram, alguns minutos a apreciarem o ecológico depósito.
Comentem vocês, porque eu não consigo.
Hoje dei de caras com uma família (pai, mãe e dois filhos) especada a olhar para um “Ponto Electrão”. E ali estiveram, alguns minutos a apreciarem o ecológico depósito.
Comentem vocês, porque eu não consigo.
Dá-me a tua mão.
Abraça-me com os teus olhos.
Ampara-me com o teu sorriso.
Vamos viver mais um dia.
Preciso de ti.
Diz a Ministra da Educação: “só passa quem souber…”
Quero aqui relembrar este caso, de um rapazinho de Viana do Castelo, que passou por saber imenso:
https://www.antonio-pinheiro.net/?p=718
Assim é muito fácil subir os níveis do sucesso escolar!
Hoje dois camionistas tentaram matar-me… a mim e aos meus pais.
Noutras alturas outros camionistas tentaram matar-me.
Penso que, para a maior parte destes “profissionais”, só existe uma regra de prioridade:
“Quem tem o camião passa primeiro.”
Apareci no local do costume. À hora de sempre. Estavas atrasada… era normal, chovia e o trânsito era caótico.
Abriguei-me como pude debaixo de um velho toldo de uma loja falida. Um vulto… não, não eras tu.
Cinco, dez minutos. O telemóvel chamava, chamava, mas do outro lado ninguém atendia. Será que te tinhas esquecido dele em casa? Estaria em silêncio? Ou, simplesmente, o barulho da chuva abafava o ruidoso toque?
Quinze, vinte…
Entrei no café. Estava encharcado até aos ossos.
Vinte e cinco, trinta.
Olhei para o telemóvel com vontade de o desfazer. Nem um sinal. Lá fora, os zombies continuavam a correr para as suas vidas patéticas, enquanto a minha corria para o fim.
Trinta e cinco, quarenta.
Decidi que era altura.
Peguei na arma. Disparei mesmo antes de dizeres “desculpa”.
Aquela era a hora.
Os astros o diziam.
O vento cantava.
A estrada pela frente.
Sabia que o dia viria.
Desde o início.
O dia do adeus.
Um adeus tão triste quanto feliz.
Um adeus que partia um coração em dois.
Respira.
Olha em frente.
Avança.
Adeus…
Quando a dor o fustigava e olhava impotente para as feridas que o matavam, encontrou um jardim.
O suave aroma daquelas flores, rapidamente, o fez esquecer que sangrava, amenizou-lhe a dor e pintou um novo sorriso no seu rosto.
Deliciou-se com o calor daquelas pétalas. Colheu-as apenas com o olhar, pois nada o faria arrancar tal candura àquela terra.
Agradeceu sorrindo e tornou-as suas.
(dedicado à Filipa, à Mafalda, à Rita e à Sara )
Mesmo quando habitamos planetas diferentes.
Mesmo quando os nossos relógios marcam horas opostas.
Mesmo quando caminhamos sob diferentes sóis.
Mesmo quando os nossos sorrisos estão invertidos.
Mesmo quando amamos com outros corações…