António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.

Primavera

Abril 9th, 2009

Foi um beijo curto, até mesmo tímido, às escondidas, mas saborearam-no como se tivesse durado minutos.
Separaram-se e, horas mais tarde, cada um na solidão do seu quarto, ainda sentiam o sabor dos lábios do outro.
Acordaram com o mesmo sabor mas famintos por mais. Mas o beijo teria que ser apenas sentido e não dado.
Às vezes tudo fugia. Sentiam-se no abismo e parecia que nada os iria segurar. Então, agarravam-se à única coisa que tinham: aquele amor construído com tantas lágrimas mas, ao mesmo tempo, com tantos sorrisos.
O abismo desaparecia e tudo voltava a ser como devia ser. Os espinhos, a dor, ficaria para outra altura, mas agora era Primavera.

Comments

One Coment

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  • Teresinha says on: 9 de Abril de 2009 at 22:39

     

    “Consciencie-se que é este mesmo, um em oitenta e seis mil e quatrocentos de um dia, que nos aquece em tantos outros aquando a lembrança. A beleza das histórias reais reside na soma de segundos autênticos.”
    Excerto de um texto meu (18.11.2008).
    Identifiquei-me com este texto 🙂

António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.