António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.

Eles…

Fevereiro 1st, 2008

Ele estava lá.

Nada mais tinha para lhe dar a não ser um ombro, onde ela pudesse dormir, descansar, repousar de dias fatigantes, da pressão do austero patrão, do entra e sai de clientes.

Ela veio.

Apenas para partilhar um espaço, ouvi-lo e falar com ele. Ela fez com que ele, pela primeira vez em muito tempo, se sentisse acompanhado num Mundo tão grande que lhe fugia como areia por entre os dedos.

Depois de uma troca de olhares, que não foi mais do que um “quem és tu que conheço há tanto tempo?”, falaram… falaram horas a fio.

Alguém, no meio do turbilhão de emoções que rasgavam o céu dos seus corações, disse: “Vocês fazem um casal tão bonito! Podiam experimentar…”

Aquilo mexeu com eles. Mas afinal…

Falaram, falaram horas a fio e, quando tiveram que se separar, ele pensou que seria para sempre. Tinha sido bonito aquele dia… bonito e nada mais.

No entanto, algo os prendia. Eles não se separaram. Aquele dia tinha que continuar e, a partir daí, nunca mais se afastaram.

Hoje são um só e, mesmo sem dizerem nada, falam horas… horas a fio!

Comments

One Coment

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  • Joana Alves says on: 4 de Fevereiro de 2008 at 18:05

     

    Há tanta coisa que pode ser dita em silêncio… um silêncio que prende! Daí o se poder ser um só… 🙂

António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.