António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.

O Estado Social ou a apologia da inércia

Julho 23rd, 2009

José Sócrates anuncia que, se vencer as eleições, vai criar mais um subsídio para os pobrezinhos. Diz ele que isto é o “Estado Social”.
Para mim é mais um incentivo à inércia; é mais uma forma de estar meio país a pagar impostos para sustentar a malandrice de muita gente com bom corpo para trabalhar.

Um pé em Bruxelas, outro no Porto…

Julho 22nd, 2009

O facto de Elisa Ferreira afirmar que não será vereadora de Rui Rio, caso perca as eleições, é motivo suficiente para não votar nela.
Eu, quando voto em alguém, espero que, se essa pessoa não ganhar, cumpra com o seu papel na oposição.
Um político, quando se candidata a um determinado cargo, está também a assumir que pode perder e, consequentemente, ocupar o cargo que lhe for destinado pelo escrutínio popular. A política não se faz só de vitórias e saber perder é muito importante.
Ao assumir a posição de “só fico na câmara se ganhar”, Elisa Ferreira assume também que só quer, pura e simplesmente, o poder. A sua candidatura é puramente política e passa ao lado dos reais interesses da cidade do Porto. Se, esta senhora gostasse realmente do Porto e das suas gentes, manteria uma posição coerente em caso de derrota, ou seja, ocupando o cargo de vereadora, desempenhado o papel de oposição. No entanto, há uma cadeirinha em Bruxelas que lhe irá garantir o sustento, caso as coisas corram mal na Invicta.
Mas pronto, isto são conclusões que os eleitores do Porto terão que tirar. Eu voto em Gaia. Contudo, este tipo de posturas mexem um bocado comigo.
Não sendo eu um admirador de Rui Rio, o seu slogan de campanha não poderia estar mais bem feito: “com os dois pés no Porto”.
Resta saber se, também Rui Rio, não se deixará atrair por voos mais altos.

Luvas de Amianto na Santa Marinha de Crestuma!

Julho 21st, 2009

santamarinha.jpg

Vasco Balio e os Luvas de Amianto actuaram pela primeira vez em Crestuma.

Foi ontem, nas Festas de Santa Marinha!

Fica o registo do final do concerto.

Obrigado ao Pe. Domingos e à Comissão de Festas pelo convite, a todo o nosso staff e às fantásticas V.E. que apoiaram do primeiro ao último minuto do concerto!

Querias…

Julho 20th, 2009

Quiseste construir um castelo
Mas só tinhas fósforos queimados
Quiseste dançar a dança da loucura
Mas o teu corpo é uma máquina desarticulada
Quiseste cantar um hino triunfal
Mas a tua voz há muito que perdeu o tom
Quiseste pintar uma obra prima
Mas os teus pincéis desdenham o bom gosto
Quiseste esculpir a estátua de Deus
Mas criaste uma rocha tosca e disforme
Quiseste ser mulher
Mas não passas de uma fêmea

Consultório Psiquiátrico

Julho 19th, 2009

Depois do sucesso que foi a rúbrica “Consultório Jurídico”, que chegou a ter ecos em outros espaços cibernéticos, introduzo agora o Consultório Psiquiátrico.

Mais uma vez, um visitante aqui do estaminé enviou-me um email colocando uma questão, que quero partilhar convosco:

“Caro António,

Acho que há qualquer coisa de errado comigo: apesar de falar, pensar, agir como um político, passo a vida a dizer e a escrever que não o souVai uma grande confusão na minha cabeça, será que me podes ajudar?

Um abraço,

J.”

Caro J, em primeiro lugar, quero dizer-lhe que não está sózinho. Conheço, pelo menos, mais uma pessoa assim. Eu não sou psiquiátra, psicólogo, ou afim, por isso, o que lhe vou dizer não tem qualquer valor científico.

A vida é cheia de dúvidas e inquietações (agora parecia a Maya). Por vezes, apesar de pensarmos de uma determinada forma, agimos de outra diametralmente oposta, por várias ordens de razões. No seu caso, tenho a certeza que o senhor não é político, apesar de agir como tal. Provavelmente, isso deve-se ao facto de algo, ou alguém, estar a impor-lhe uma conduta contra-natura que, consequentemente, provoca essas disparidades entre aquilo que realmente é e aquilo que aparenta ser.

Isto é a hipótese A.

No entanto, há uma hipótese B.

Como mandam as boas práticas, fiz um diagnóstico diferencial. Provavelmente, o senhor é de facto um político e só o nega para tentar dar alguma credibilidade à sua mensagem enquanto tal. Já se sabe que as pessoas não gostam de políticos e acham que são todos uma cambada de aldrabões.  Nesta lógica, a melhor forma de fazer passar a sua mensagem como credível é dizer logo à partida: eu não sou político.

Posto tudo isto, o meu conselho: tire umas férias e, quando voltar, arranje um hobby que lhe ocupe o tempo livre. Vai ver que as suas dúvidas desaparecem e a sua vida melhor.

António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.