António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.

Adeus Canto… Olá IPB!!!

Outubro 21st, 2007

Desde o mítico “Canoa’s Bar” que Crestuma não dispunha de um espaço regular de música ao vivo.

Em Janeiro de 2006 esse espaço chegou com a abertura do Canto D’Areia Bar, pelas mãos do Indalécio Paiva – “Indy” para os amigos.

Semanalmente, novos grupos, tributos, grupos em início de carreira ou, simplesmente, animadas “Jam Sessions”, foram atraindo ao Canto centenas de apreciadores de música… de boa música.

O aspecto musical, aliado ao companheirismo entre os clientes habituais, regado por uma cerveja geladinha e acompanhado por deliciosas Francesinhas e Maratonas, tudo isto tornou o Canto num espaço de culto do eixo Gondomar-Gaia Nascente.

Pelo Canto, passaram músicos dos mais diversos quadrantes, do Rock ao Clássico, do Gospel ao Metal, do Alternativo ao Fado. Todos eles deixaram a sua marca e todos eles levaram no coração deliciosas recordações daquela bela varanda sobre o Douro.

Neste Canto, para além de longas horas bem passadas entre verdadeiros amigos, descobri uma nova faceta musical, talvez aquela pela qual eu mais ansiava desde miúdo.

Descobri a minha liberdade musical, descobri que a música vai muito além de pautas e convenções, teorias e solfejos. A música ultrapassa os matemáticos mecanismos dos instrumentos. A música é coração, é alma, é feeling, é fechar os olhos e voar nos sons que tu próprio crias.

Nesta caminhada de descoberta da minha música e de mim próprio, fui guiado por duas figuras que agora fazem parte da minha vida. Dois grandes irmãos, amigos, músicos, companheiros, com os quais aprendi muito, continuo a aprender e sei que ainda me têm muito para dar: o Indy Paiva e o Nuno Zuka.

Apesar do Indy dizer que eu sou o seu “guru”, são eles que me guiam por caminhos que antes nunca tinha trilhado.

A química entre nós é indescritível e o nosso sonho ainda agora está a começar.

Contudo, por ironia do destino, numa altura em que o Canto atingia, em minha opinião, o seu auge, o ciclo fecha-se e o meu irmão Indy parte para outras paragens.

Ontem, viveu-se uma noite memorável. Ao som dos Beatles, os ZiP despediram-se do palco do Canto numa união visceral com o público. Ontem, os ZiP e o Público foram um só. Palmas, gritos, coros “all together now” culminaram num emocionado “Imagine” que garantiu que, a noite de ontem, não foi um “Adeus”, mas um “Até breve…”

Já temos uma nova casa. Chama-se “Indycat Piano Bar” e para alguns está cinco minutos mais perto, para outros está cinco minutos mais longe.

Será uma versão upgrade do Canto e temos a certeza que muitos belos momentos estão para chegar.

Contudo, sinto pena pela minha terra perder este espaço.

Muitos jovens de Crestuma estavam a acordar para a música (para a boa música) no Canto.

É mais uma oportunidade desperdiçada.

Mas como nestas alturas prefiro agarrar-me aos aspectos positivos, resta-me apenas dizer:

Adeus Canto D’Areia… Olá Indycat Piano Bar!

Comments

3 Comments

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  • indy says on: 21 de Outubro de 2007 at 19:35

     

    as minhas lagrimas dizem tudo!…

    conto ctg meu “irmão” e “guru”

    até já! no IpB
    😉

  • paulo barbosa says on: 21 de Outubro de 2007 at 19:59

     

    sabes uma coisa? uma boa despedida era um encore do gospel sessions! afinal tds nós precisamos de dizer ate ja… ja nos interroga-mos em conjunto o k vai ser d nos?… bem acho k uma festa era porreiro! pk aquele sitio, aquelas pessoas mudaram as nossas vidas! e nd cm boa musica para dizer adeus ou cm tu dizes ate ja.

  • Rita says on: 21 de Outubro de 2007 at 22:35

     

    tive pena de não ter ido, de verdade mesmo.
    queria ter sentido tudo o que de positivo este bar teve nas nossas vidas. e há a abertura do novo espaço, mas o canto será o canto, estou emocionada e tenho q certeza q me teria emocionado muito mais se lá tivesse ido 🙂 é mesmo um até breve ^^ beijinhos *

António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.