António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.

Remodelação

Maio 16th, 2012

Caros leitores,

Brevemente, este blog será reestruturado para se transformar no site de divulgação da minha actividade profissional, enquanto marketeer e enquanto músico.

As secções de poesia e crónicas serão mantidas, mas não actualizadas, passando esse tipo de assuntos a ser divulgado na minha página de Facebook.

Tudo resto será removido, passando apenas a serem publicados conteúdos relacionados com as minhas actividades na área do Marketing e da Música.

Até já!

Capas negras

Maio 12th, 2012

No meu tempo era proibido usar o cabelo apanhado com o Traje.

No meu tempo era proibido usar maquilhagem com o Traje.

No meu tempo era proibido usar jóias com o Traje.

No meu tempo era proibido usar óculos de sol com o Traje.

No meu tempo era proibido usar relógios de pulso com o Traje.

No meu tempo a capa usava-se no ombro esquerdo.

No meu tempo, à noite, a Capa era traçada e não se exibiam Insígnias.

No meu tempo, o salto dos sapatos das raparigas era curto e as saias usavam-se pelo joelho.

No meu tempo, o Traje usava-se completo… era impensável ver alguém sem a batina… só de colete…

…olho para o Facebook e para a TV e vejo estas e muitas outras regras do Traje serem violadas…

O Código da Praxe mudou assim tanto desde 1997?

Saudade (ao fim do dia…)

Abril 7th, 2012

Olhei pela janela… Procurei-te na imensidão de cinzento que se perdia no horizonte. A chuva estava prestes a cair. A chuva, a mesma chuva que tantas vezes embalou os nossos corpos e aconchegou o nosso amor.

Mas não chovia, porque sem ti, não faz sentido chover…

Sem ti, não faz sentido o simples respirar…

Recordei o momento fugaz em que te visitei, sem que estivesses à espera, e a forma como o mais belo sorriso do Mundo despontou no teu rosto.

Recordei os beijos presos pelas tuas mãos… Beijar-te é uma tortura, pois quando te beijo não te vejo sorrir…

Mas, como posso viver sem sentir a doçura dos teus lábios nos meus?

Lá fora o dia caía… como tantos dias caíam enquanto caíamos nos braços um do outro… E vinha a noite e o tempo parecia ser infinito.

Procurei-te, onde procuro sempre e onde nunca te encontro: lá fora, na noite, no vazio, no frio…

Parvo! Eu sei onde tu estás! Sei sempre onde te encontro, porque estás dentro de mim…

 

António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.