António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.

Cuba

Junho 25th, 2009

Recebi, por estes dias, um e-mail que falava sobre Cuba. Dizia muita coisa, algumas boas (sobre o sistema de ensino e de saúde), outras más (apesar de serem apresentadas como boas), mas não dizia o fundamental:

– em Cuba há pessoas que são perseguidas, presas e assassinadas por pensarem de maneira diferente.

Arturo Sandoval, um dos maiores trompetistas do Mundo, foi perseguido pelo regime, simplesmente, porque gostava de tocar Jazz.

Em Cuba, gostar de Jazz, tocar Jazz é um crime!

P.S. – Recentemente, este senhor esteve em Portugal. Vários amigos meus foram ver o concerto e ficaram deliciados.

Cama coração

Junho 24th, 2009

Acordei sem ti
A cama estava vazia
Tinhas partido
Mas deixado o teu coração
Debaixo da almofada

Abracei-me a ele
Como se abraçasse a vida
E senti-te beijar-me
Como nas noites de Verão
Em que as horas eram dias
E as estrelas o nosso leito

O dia foi longo
Pois cada segundo sem ti
São mil anos

Esperei-te à janela
Queimado pelo sol
Gelado pela chuva
Cortado pelo vento

Mas vieste
E contigo trouxeste a doçura
O repouso de um olhar
A carícia de um dedo

Pegaste-me ao colo
E levaste-me de novo para a cama
O coração continuava debaixo da almofada

Podias tê-lo guardado de novo em ti
Mas foi no meu coração que o fechaste para sempre

Ecos da Contenda

Junho 22nd, 2009

Afasta o medo
Abre os olhos
Vê o dia
Vê a arena
Fecha os olhos
Inspira
Expira
Abre os olhos
A arena é tua
Agarra
Sente
É teu o inimigo
Prende
Luta
Luta
Luta
Se lutares
Já venceste
Ganhaste
Por mim
Por ti
Por um sonho

Bom dia.

Junho 20th, 2009

Ela disse:

– Fazes-me tão bem! Quando estou triste, ou nervosa, tu fazes-me sorrir, acalmar. Durmo tranquila, porque adormeço contigo no pensamento e, quando acordo, o meu primeiro pensamento vai para ti.

– Bom dia, meu amor!

– Bom dia!

Crónicas de Crestuma, o Centro do Mundo – VI

Junho 18th, 2009

As eleições aproximam-se e Crestuma começa a dar que falar. E quem fala muito, para além de comentadores cada vez menos anónimos, são os candidatos ao poder.

Pode-se ler algures que é necessária uma ligação da urbanização da Marroca ao centro da freguesia… Pois, eu conheço três que utilizo com frequência… eu e centenas de Crestumenses!

A não ser que alguém esteja a pensar em algo mais “fashion”, tipo teleférico, metro de superfície, coche, slide, pista de gelo artificial ou afins. Não sei…

Chego à conclusão que os políticos, ou pseudo-políticos, são como os adolescentes candidatos à AE da Secundária:

– “Nós, se formos eleitos, vamos realizar bué de iniciativas! E vamos fazer cenas fixes para toda a malta! E depois fazemos cenas ainda mais fixes!”

Agora a sério: respeitem o eleitorado e não insultem a nossa inteligência.

Crónicas de Crestuma, o Centro do Mundo – V

Junho 14th, 2009

Recentemente, recebi em minha casa o Boletim Informativo que, com toda a propriedade, documenta em 16 páginas, com textos e fotografias, as obras e actividades realizadas nos últimos três anos e meio.

Pensei: “ainda bem que este documento veio a público para ver se as pessoas apreciam o trabalho difícil que a Autarquia teve nos últimos anos”.

Contudo, mesmo perante as evidências, mesmo perante provas (o referido documento tem fotos!), há gente que insiste em afirmar:

“a Junta não fez nada”

Bolas! Chego à conclusão que, se a Junta não fez nada, tudo aquilo que eu vejo diariamente nas ruas desta vila deve ser uma alucinação!

O meu whiskey ‘tá marado!

P.S. – Não me venham dizer que as pessoas têm direito à sua opinião. Estamos a falar de factos e, contra factos, não há argumentos. Ter direito à opinião seria dizer:  “a Junta deveria ter feito mais” ou “não concordo com o que a Junta fez” ou “se fosse eu fazia de outra maneira”. Agora, dizer que não se fez nada ou é falta de discernimento, ou é desonestidade, ou é simplesmente estupidez.

António Pinheiro

Profissional de marketing, músico e corredor por prazer. Corre na estrada, no monte e de um lado para o outro na vida, atrás e à frente dos filhos.