Archive for Junho, 2010.

À noite…

Posted on Junho 27th, 2010 by Pinheiro in Poesia e prosa

O teu nome é entoado pelas estrelas
Na lua o teu rosto é uma pintura
A noite é escultura do teu corpo

Estranha paz
Que a solidão da tua ausência evoca
E apenas memórias
Me fazem sentir-te em mim

E são as galáxias
Acordes de sinfonias sublimes
Vibrantes na perfeita inspiração que é amar-te

É já uma Fé este Amor que me prende a ti
Este prazer que sinto perdido
Queda livre em num mágico céu
Infinito e interior a dois seres
Dançantes ao ritmo da carne

Sente o cheiro da relva que nos embala
Sente o perfume das flores que beijas
Sente a minha mão que te leva
Por viagens irracionais
Por noites de sol radiante

Tão perto…

Posted on Junho 19th, 2010 by Pinheiro in Poesia e prosa

Encontrei-te perdida numa noite em que o tempo parecia ter parado.
Encontrei-te num rosto de mil faces, que entre metamorfoses de sonhos, me dizia que a madrugada era a tua mão.
O cansaço abriu-me o espírito para te conduzir ao meu mundo.
Falei-te de beijos, de sorrisos, de suor e de palavras desconexas e despidas de significado.
Foram horas em que construi para ti o palácio onde agora habitas.
“Entra… estás em casa…”
E ao dar aquele primeiro passo o teu corpo tremia.
Precisavas de uma mão que te conduzisse, que te dissesse que ali só tu serias soberana.
E houve uma mão que te levou a um beijo tão doce e tão profundo que, quando as bocas se separam, tinhas levado todo o ar do corpo que abraçavas.
Agora era eu que tremia. Tremia com a ansiedade de aprisionar o teu olhar no meu coração. Tremia com a vontade de guardar cada centímetro da tua pele no toque dos meus dedos.
Deste-me tudo isso e muito mais. Deste-me o que não pedi, o que nem sequer sonhava possuir.
E depois de te encontrar, agora tão encontrada, agora num único rosto, agora numa única metamorfose vivida a dois, adormeci tão longe da noite e tão perto da madrugada.

Monte de entulho…

Posted on Junho 13th, 2010 by Pinheiro in Crónicas, Relatos e Notas

Não sabia que título ia dar a este post. Então lembrei-me que os Deolinda estiveram quase para chamar “Monte de Entulho” ao seu novo álbum.

Apesar de andar com pouco tempo e sem grande assunto, senti-me na obrigação de escrever qualquer coisa, porque sei que tenho leitores fiéis.

(nesta altura, alguns dos meus leitores habituais estão a pensar: “finalmente, um título adequado ao que tu escreves…”)

1 - Três anos e meio depois, voltei a tomar uma decisão importante para a minha vida, baseada na fidelidade a uma amizade, no reconhecimento para com um trabalho, no respeito pelos meus princípios. E, acreditem que, apesar de difícil, deu-me uma enorme satisfação.

É tão bom saber e sentir que temos ideias próprias, um rumo para a nossa vida e que não somos apenas mais uma ovelha no rebanho.

É com uma certa pena que vejo pessoas que, até sendo inteligentes, se deixam controlar e manipular como bonecos articulados.

(neste momento, alguns dos meus leitores fiéis estão a pensar “já armou giga outra vez…”)

2 - Numa destas noites fui “perseguido” de carro. Um “piloto” qualquer resolveu encostar-se à minha traseira e pressionar-me para eu o deixar ultrapassar. Como não gosto desses tipos que, para compensar um pénis diminuto e a respectiva falta de sexo, usam a potência do carro, resolvi pôr “prego a fundo”.

Foi uma corrida interessante durante uns 5-6km, porque o “Fangio” não desistiu até ao cruzamento em que seguimos direcções opostas. Dizem os meus companheiros do carro que o “piloto” ia a rir-se. Fico feliz por contribuir para a boa disposição de alguém.

(nesta altura, alguns dos meus leitores habituais estão a preparar um extenso e elaborado texto em que me vão acusar de violar o código da estrada e incentivar ao excesso de velocidade).

3 - Ainda sobre as “quatro rodas”, hoje de tarde, depois de ter ido levar o meu amigo Nuno a casa, deparei-me com uma situação no mínimo caricata, no máximo ridícula. Veículo mal estacionado à beira-rio, ocupando meia faixa, fazendo com o trânsito se processasse de forma alternada nos dois sentidos. Uma confusão de todo o tamanho.

Normal, dirão vocês.

Não, não é normal, atendendo a que os proprietários do veículo, um casal idoso, se encontravam no seu interior, calma e tranquilamente. Ele a ler o jornal, ela a fazer croché, passivamente, enquanto à volta deles era a maior confusão de carros, manobras, buzinas…

(nesta altura, alguns dos meus leitores habituais estão a pensar “lá está ele a faltar ao respeito aos velhinhos…”)

4 - As vuvuzelas fizeram-me perder a vontade de ver futebol.

(nesta altura, alguns dos meus leitores habituais estão a pensar “logo agora que íamos organizar uma Masterclass destas gaitinhas…”)

5 -  A secção “Próximas actuações” está desactualizada. Assim, cumpre-me informar que a minha próxima actuação será com os Replay, nas Medas, nas comemorações do Rancho Folclórico local, na próxima sexta-feira, pelas 22h.

Depois, estarei com a Banda Marcial da Foz - Filarmónica do Porto, no dia 26, pelas 18h na Entronização dos novos Confrades da Confraria do Vinho do Porto (chique… não é?).

A Orquestra Ligeira “La Belle Époque” (dirigida por mim) estará no Encontro de Orquestras Ligeiras de Vagos (Praia da Vagueira), no dia 17 de Julho, pelas 21h30, juntamente com a fantástica Little Band de Vilela (dirigida pelo meu amigo Rui Leal) e a orquestras anfitriã.

Prevê-se uma excelente noite de música.

(nesta altura, alguns dos meus leitores habituais estão a pensar “lá está ele a armar-se…”)

E por hoje chega de entulho.

Boa semana a todos!

Para começar a semana…

Posted on Junho 6th, 2010 by Pinheiro in Crónicas, Relatos e Notas

1 - Hoje fui à Casa da Música ver a Banda de Vilela. São poucos (raríssimos) os concertos a que assisto sem conseguir apontar pontos negativos… hoje foi um deles. Passe o exagero, do primeiro ao último minuto, tudo me pareceu perfeito na actuação da Banda de Vilela.

Para quem estuda, ou se interessa, pela Direcção Musical, o concerto de hoje foi uma verdadeira aula.

O Maestro José Ricardo Freitas provou, mais uma vez, que quem é bom não precisa de andar pelos quatro ventos a dizer “eu sou bom”, a exibir o C.V., ou a acenar com o cartão de aluno da escola onde estuda. “Basta” subir ao palco, pegar na batuta e deixar o talento fluir. É muito raro ver uma banda com tal entrosamento e cumplicidade entre músicos e maestro.

O reportório foi ambicioso, rico e variado. Houve praticamente tudo, até um medley e uma rapsódia!!!

E não tenho muito mais a dizer, a não ser que foi o melhor concerto a que já assisti por uma Banda Filarmónica.

Por fim, resta-me apenas deixar duas questões no ar:

a) Porque é que alguns “opinion makers” do meio filarmónico insistem em ignorar a superior qualidade da Banda de Vilela?

b) Porque é que quando citam nomes de grandes maestros, continuam a esquecer o nome José Ricardo Freitas?

2 - Descobri ontem que o dinheiro dos meus impostos é usado para pagar o Rendimento Social de Inserção a malta com sinais exteriores de riqueza e que trafica armas. Alguém me explica?

3 - Por vezes, assistimos ao mesmo filme duas vezes. A vantagem de assistir segunda vez é que, como sabemos o que vai acontecer, podemos sair a meio…

4 - Há uns tempos atrás, escrevi aqui sobre os MUSE. Os MUSE estiveram no Rock in Rio e eu vi que Deus existe.

5 - Finalmente, fui ao Sea Life. Gostei! O espaço está muito bem conseguido e sempre aprendemos mais alguma coisa. E eu que estive tão perto de ser o Director de Marketing daquilo… Ainda bem que não me escolheram: aquela zona é muito ventosa!

6 -Há Domingos que valem por toda uma semana…

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