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	<title>António Pinheiro</title>
	<link>http://www.antonio-pinheiro.net</link>
	<description>Música, Humor e Impressões sobre a Vida Quotidiana</description>
	<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 15:24:56 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>O Ensino em Portugal</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 15:24:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crónicas, Relatos e Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto que abaixo publico chegou-me através de email e poderá ser entendido como um simples exercício de humor. Contudo, as recentes declarações da Ministra da Educação, levam-me a acreditar que este texto é uma previsão muito aproximada daquilo que será, num futuro demasiado próximo, o sistema de ensino em Portugal:
CRIDO DEÁRIO!
29 de Junho de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto que abaixo publico chegou-me através de email e poderá ser entendido como um simples exercício de humor. Contudo, as recentes declarações da Ministra da Educação, levam-me a acreditar que este texto é uma previsão muito aproximada daquilo que será, num futuro demasiado próximo, o sistema de ensino em Portugal:</p>
<p><em>CRIDO DEÁRIO!</p>
<p>29 de Junho de 2009<br />
paçei o 5º anuh. A p*ta da stora de mat, k é a nossa dt, n m kria deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há bola, e o crl&#8230; mas a gaija f*deu-se puke a ministra da idukaxão mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pa baixarem os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar&#8230; axu bem.</p>
<p>29 de Junho de 2010<br />
passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12&#8230;f*da-se, fiquei buéda f*dido na m*rda deste ano, e ó c*ralho, o pan*leiro do stor d educassão física deu-me a m*rda do 2&#8230; assim tive nega a tudo&#8230; ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é qé uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender que os K&#8217;s se escrevem Q, qomo em &#8220;xqola&#8221; e não &#8220;xkola&#8221;, e que &#8220;passar&#8221; não é qom Ç&#8230; a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd gente se balda&#8230;</p>
<p>29 de Junho de 2011<br />
Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd&#8230; Exte anuh a dt disseme q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh agora ja xei xqrever &#8220;eu qomo qogumelos qom quentruhs&#8221; em vez de &#8220;eu komo kogumelos kom kuentruhs&#8221;. É fixolas, pode xer qum dia venha a ser um gamela famôzo&#8230;</p>
<p>29 de Junho de 2013<br />
Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh &#8220;aquela janela&#8221;, e eu exqurevi &#8220;aqela janela&#8221;, pqu dixeram-me qu n se xkqureve &#8220;akela&#8221;, é quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh qu pôr o U à frente do Q&#8230; Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária&#8230;</p>
<p>29 de Junho de 2014<br />
Aquabei o 10º ano. Não foi muituh difícil só tive que aprender-mos a não exqureverem quom aberviaturas purque nem todas as palavras xe puderam aberviar mas ixtu foi uma bequa para o quompliquado purque quom esta sena do QU em vex de K e das aberviaturas exqueceramme de quomo é que se faxião os verbuhs nos tempuhs e nas pexoas, ou lá o que é&#8230; Mas a prof disse tass bem que no prócimo anuh a gente vê ixu.</p>
<p>29 de Junho de 2015<br />
Passou o 11º ano. Foi mais fácil que o 10º. Aprendi que as frases devem ser mais qurtax. E aprendi também que &#8220;ano&#8221; não esqureve &#8220;anuh&#8221;. Axo que no prócimo ano vai ser mais difícil. Purque a xeguir é a faquldade.</p>
<p>29 de Junho de 2016<br />
Acabou o 12º. Fiquei buéda confuso porque tive de aprender a diferenxa entre usar o QU e o C, tipo &#8220;esCrever&#8221; e não &#8220;esQUrever&#8221;. Quando eu usava o K era buéda mais fácil&#8230; A prof de português é buéda religiosa e anda a ouvir vozes de deus, porque dixe-me que eu não merexia passar, mas &#8220;xão ordens lá de xima&#8221;&#8230;</p>
<p>29 de Junho de 2017<br />
Já fiz o primeiro ano da faculdade. Estou em ingenharia cevil na universidade lusófona. Tive um stor buéda mal iducado que me disse que eu era um ignorante porque às vezes escrevia com X em vez de CH, S ou C. Mas o meu pai veio cá com uma moca de rio maior e chegou-lhe a rôpa ao pelo. E depois fomos fazer queixa do gajo e a ministra despediu-o porque o gajo, não sei quê, parece que quis vir estragar aqui um muro nosso. Mas não sei essas senas. O meu pai é que me explicou uma cena qualquer de &#8220;danos murais&#8221;&#8230; O que é bom é que a ministra da iducação continua a mandar aqui nestes sócios da faculdade para eles não levantarem a garimpa contra nós.</p>
<p>29 de Junho de 2019<br />
Acabei a minha licenciatura porque a ministra da iducação disse que tinhamos que passar sempre mesmo que não tivessemos notas, para não ficarmos astigmatizados. Acho que é uma cena que dá nos olhos quando se estuda muito. Agora vou fazer um mestrado e disseram-me que, quando acabar, vou ficar mestre. Eu quero ser de Kung-Fu.</p>
<p>29 de Junho de 2021<br />
Já sou mestre. Afinal não sou de Kung Fu, sou de engenharia cevil. Os meus profs disseram que eu não devia estar em mestrado porque ainda não estava preparado, mas eu disse que o meu pai tinha uma moca de rio maior e que era amigo da ministra e já tinha mandado um bacano da laia deles para a rua e eles calaramsse. Agora vou fazer um doutoramento, porque a ministra da iducação diz que se não deixarem um aluno fazer o doutoramento só por causa das notas, ele fica com a auto-estima em baixo e isso perjudica a aprendizajem.</p>
<p>29 de Junho de 2023<br />
Sou doutor. O meu orientador da tese ficou muito satisfeito porque eu já não dou erros ortográficos: ao longo destes dois anos, aprendi a escrever &#8220;engenharia civil&#8221; em vez de &#8220;ingenharia cevil&#8221; e também porque aprendi que a ministra é da &#8220;educação&#8221; e não da &#8220;iducação&#8221;, mas lê-se assim. Entretantos casei. A minha dama chama-se Sónia e os pais dela ficaram muito felizes por ela ir casar com um doutor em engenharia civil. Ela não sabe ler nem escrever: só fez até ao 2º ano da licenciatura e depois foi trabalhar para o Minipreço. Já tá grávida.</p>
<p>29 de Outubro de 2023<br />
Nasceu o meu filho! Chamei-lhe Júnior porque ele é mais novo que eu.</p>
<p>29 de Agosto de 2029<br />
O Júnior vai fazer 6 anos daqui a 2 meses. Devia entrar para a escola este ano, mas estive a pensar muito bem e não o vou pôr na escola. Ele não precisa daquilo para nada, aprende em casa. Eu ensino-lhe a ler, que sou doutor, e a mãe ensina-lhe a fazer contas, que é caixa no Minipreço. A escola não vale nada. Acho que o sistema de ensino hoje em dia é uma m*rda. No meu tempo é que era bom.<br />
</em></p>
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		<title>&#8220;Soledad&#8221; - Amália Hoje (mais um momento épico!!!)</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 08:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Músicas da Minha Vida]]></category>

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		<title>Ecos de uma noite mágica</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 08:57:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crónicas, Relatos e Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[As pessoas que não gostam de futebol perguntam, muitas vezes, aos fanáticos como eu, &#8220;qual a piada de ver 22 marmanjos atrás de uma bola?&#8221;.
A resposta está em momentos únicos como a noite de ontem. É sabido que sou adepto do Futebol Clube do Porto. É sabido que, raramente, me empolgo com outros jogos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas que não gostam de futebol perguntam, muitas vezes, aos fanáticos como eu, &#8220;qual a piada de ver 22 marmanjos atrás de uma bola?&#8221;.</p>
<p>A resposta está em momentos únicos como a noite de ontem. É sabido que sou adepto do Futebol Clube do Porto. É sabido que, raramente, me empolgo com outros jogos que não os do meu clube.</p>
<p>A noite de ontem foi um desses raros momentos. Foi arrepiante ver o &#8220;pequeno&#8221; Braga vergar o grandioso Sevilha.</p>
<p>7 milhões de euros arrecadados. Para o Sevilha seria 20% do seu orçamento. Para o Braga&#8230; é a totalidade do seu orçamento anual.</p>
<p>Sporting Clube de Braga.</p>
<p>Uma equipa que, durante toda uma época (2009/2010) foi quase ignorada e desprezada por uma certa comunicação social (ainda hoje, após o feito histórico de ontem à noite, a capa do &#8220;jornal&#8221; Record é feita com um presumível reforço do Benfica).</p>
<p>Uma amiga minha, benfiquista, quando eu lhe disse que acreditava que o Braga seria Campeão Nacional, riu-se e disse &#8220;isso é impossível&#8221;.</p>
<p>O Braga terminou a Liga em 2º lugar com pontos que, em campeonatos de anos anteriores, lhe dariam a vitória.</p>
<p>O Braga ganhou dois jogos ao Sevilha e está na fase de grupos da Champions League.</p>
<p>O Braga pratica um futebol que o coloca, claramente, como candidato ao título português, apesar dos seus responsáveis continuarem com os pés assentes na terra e manterem um discurso prudente.</p>
<p>O Braga e o seu treinador dão uma lição de humildade e competência, não só ao restante mundo de futebol, mas a todo o país. Em Portugal, normalmente, fala-se muito e faz-se pouco.</p>
<p>Mas&#8230;</p>
<p>Domingos Paciência fala pouco, mas o que diz é assertivo e coerente. Ao contrário de outros &#8220;papagaios&#8221;, dificilmente encontraremos contradições no discurso de Domingos.</p>
<p>Domingos Paciência fala pouco, mas o seu trabalho está à vista.</p>
<p>O que aconteceu ontem à noite, em Sevilha, foi mais que um jogo de futebol. Eventualmente, terá sido o culminar (ou um dos culminares) de uma estratégia de gestão desportiva e empresarial, pensada, planeada a médio prazo.</p>
<p>Enquanto outros, com dinheiro vindo sabe-se lá de onde, passam o tempo a comprar jogadores, em busca de uma &#8220;cura milagrosa&#8221;, o Braga vem desde há uma década a construir uma estrutura que lhe permitiu, ao fim de todo este tempo, ter uma grande equipa.</p>
<p>A nível europeu, tudo o que vier daqui para a frente é lucro. Mas a nível interno, o Braga é claramente o 4º grande.</p>
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		<title>Jura</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 09:32:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia e prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Ia jurar que o Tempo parou de correr.
Ia jurar que a Terra parou de girar.
Ia jurar que seríamos o último homem e a última mulher.
O Princípio e o Fim de tudo.
Ia jurar que o teu Amor era o meu Ar
Ia jurar que os teus Olhos eram a minha Luz
Ia jurar que o teu Coração era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ia jurar que o Tempo parou de correr.<br />
Ia jurar que a Terra parou de girar.<br />
Ia jurar que seríamos o último homem e a última mulher.<br />
O Princípio e o Fim de tudo.</p>
<p>Ia jurar que o teu Amor era o meu Ar<br />
Ia jurar que os teus Olhos eram a minha Luz<br />
Ia jurar que o teu Coração era o meu Coração.<br />
O teu Corpo o meu Corpo.</p>
<p>Ia jurar que te amei desde sempre<br />
Ia jurar que serias tu todos os rostos<br />
Ia jurar que seriam teus todos os lábios<br />
Uma Mulher, todas as Mulheres</p>
<p>Mas jurarei mover o Tempo<br />
Mas jurarei mover o Mundo</p>
<p>Serei o teu Ar, a tua Luz e o teu Coração</p>
<p>Amar-te para sempre</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Soldado Desconhecida</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 10:41:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crónicas, Relatos e Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: &#8220;Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas.&#8221; Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar&#8230; Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?&#8221;<br />
Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias</p>
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		<title>&#8220;Flower&#8221; - Liz Phair</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 08:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Músicas da Minha Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[



]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="400" height="240">
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		<title>Requiem dos vencidos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 21:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia e prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[A dor era suave
Profunda
Sentida nas mais escondidas entranhas
De um corpo cansado.
Derrotado.
Pela luta de uma guerra
Que já era perdida antes de declarada.
Doía lentamente
Surda
Mas mortífera.
Corria o sangue
E os corpos tombavam
Antes da dança dos gatilhos.
Estilhaços rasgaram
A última hoste
A última guarnição
O último baluarte
Da vitória que nunca viria
Da vitória que nunca existiu
A não ser nos loucos sonhos
De tão loucos soldados
Que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A dor era suave<br />
Profunda<br />
Sentida nas mais escondidas entranhas<br />
De um corpo cansado.</p>
<p>Derrotado.</p>
<p>Pela luta de uma guerra<br />
Que já era perdida antes de declarada.</p>
<p>Doía lentamente<br />
Surda<br />
Mas mortífera.</p>
<p>Corria o sangue<br />
E os corpos tombavam<br />
Antes da dança dos gatilhos.</p>
<p>Estilhaços rasgaram<br />
A última hoste<br />
A última guarnição<br />
O último baluarte<br />
Da vitória que nunca viria<br />
Da vitória que nunca existiu<br />
A não ser nos loucos sonhos<br />
De tão loucos soldados<br />
Que loucamente acreditaram<br />
Que a loucura seria lei</p>
<p>Vencidos procuravam palavras<br />
Que pintassem aquela dor<br />
Com uma cor mais real<br />
Quiseram cinzelar na rocha<br />
Cada esgar, cada gemido, cada lágrima<br />
Eternizar nos mais perfeitos acordes dissonantes<br />
Cada som de uma loucura banhada em suór</p>
<p>E lutaram<br />
Mesmo depois da derrota<br />
Mesmo sem adversário<br />
Contra moinhos de vento<br />
Contra eles próprios<br />
E aniquilaram-se</p>
<p>Definitivamente?<br />
Para sempre?</p>
<p>Ou até uma nova traição dos sentidos<br />
Que declarasse uma nova guerra<br />
Novas batalhas</p>
<p>E sangue?<br />
Haveria mais sangue para correr?<br />
Ou estariam os corações secos e vazios?</p>
<p>Secos&#8230; vazios&#8230; mas pulsantes<br />
E rendidos à traição<br />
Entregavam-se à luta<br />
Sabendo sempre<br />
Que só pode haver um resultado<br />
A derrota&#8230;<br />
Para que tudo comece&#8230;<br />
Para que tudo recomece&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Frases parvas do Hi5 - Capítulo VII</title>
		<link>http://www.antonio-pinheiro.net/?p=957</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 21:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com as estatísticas do Site Meter, a maioria dos visitantes do meu blog entra aqui porque pesquisou “frases para o hi5”.
Assim sendo, resolvi recuperar uma das rúbricas mais visitadas deste espaço e que mais elogios mereceu (assim como uma reacção pouco agradável de alguém ofendido… enfim…).
Relembro que as frases que irão ler de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com as estatísticas do Site Meter, a maioria dos visitantes do meu blog entra aqui porque pesquisou “frases para o hi5”.</p>
<p>Assim sendo, resolvi recuperar uma das rúbricas mais visitadas deste espaço e que mais elogios mereceu (assim como uma reacção pouco agradável de alguém ofendido… enfim…).</p>
<p>Relembro que as frases que irão ler de seguida foram copiadas tal e qual como se encontram na net (incluíndo erros ortográficos, pontuação, etc.):</p>
<p><em>“se chorares, chora cerveja para k beba as tuas lagrimas de penalte&#8230;.. oh&#8230;&#8221;<br />
</em><br />
Cá está uma frase engraçada. E mais engraçada ficou com a utilização da palavra “penalte”!</p>
<p><em>“Nenhum homem vai para a cama com uma mulher por acaso&#8221;</em></p>
<p>Claramente, estamos perante um “one-night-stand” que, para uma das partes, foi muito mais que isso. Mas a questão que aqui se coloca é: porque raio alguém mete isto como frase de estado no Hi5?</p>
<p><em>“Quem sou?! Eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou, mas o que para mim importa é o que eu estou a procura de ser e isso eu ainda não sou.”</em></p>
<p>Peço, desde já, desculpa aos leitores que tiveram colapsos cerebrais depois de tentarem compreender o significado da frase acima transcrita.<br />
Cá está a filosofia de pacotilha tão popular entre os utilizadores do Hi5. “Olha para mim e vê como me perco em busca do meu eu…”. Patético.</p>
<p><em>“Adeus pessoal tudo de bom para vos. Ficarais sempre no meu coração”<br />
</em><br />
Será esta frase uma nota de suicídio? Talvez… Mas, a avaliar pela conjugação no futuro do verbo “ficar”, trata-se de alguém que fez o 12º nas Novas Oportunidades.</p>
<p><em>“Em vez de andares ai a comer todos, faz uma dieta (REAL P***)! “<br />
</em><br />
Eu conheço uma boa dúzia de raparigas a quem esta frase poderia ser dirigida… E, nalgumas delas, até poderíamos acrescentar &#8220;todos e todas&#8221;.</p>
<p><em>“O mais importante da vida não é saberes onde estás, mas sim para onde vais.”<br />
</em><br />
O meu GPS está sempre a dizer-me isto…</p>
<p><em>“O sofrimento não é uma opção&#8230;è a minha realidade&#8230;”</em></p>
<p>Primeiro, gostaria de saber de onde é que esta criatura tirou a ideia de escrever “é” desta forma “è”.</p>
<p>Segundo, vou entrar no esquema da filosofia de pacotilha e dar um conselho à criatura: Enquanto tomares a opção de sofrer, o sofrimento será sempre a tua realidade.</p>
<p><em>“e precisarem d ajuda para mudar alguma coisa no hi5 digam =) Alguma coisa q ñ saibam fazer&#8230;Não se ponham é a inventar e a fazer disparates&#8230; pk depois lixam a vossa conta toda!”</em></p>
<p>Já cá faltava um Hi5 Expert! Será que este cromo coloca no C.V. dele “especialista em Hi5”???<br />
De qualquer modo, dou um conselho aqui ao jovem: dedica-te ao Facebook, porque isso é o que &#8216;tá a dar agora!&#8221;</p>
<p><em>&#8220;Ez a minha aliaça amor&#8230;amt tantu maz tantu ^^&#8221;<br />
</em><br />
Estaremos perante um novo dialecto? Eu fui ao Google Translator que me disse que isto é português, mas eu continuei sem perceber. Então, pedi ao Google para traduzir a frase para Inglês e deu isto:</p>
<p><em>&#8220;Ez to my love &#8230; alliaceous plants amt Tantu maz Tantu ^ ^&#8221; </em></p>
<p>Continuo sem perceber&#8230;</p>
<p>Reparem que a criatura usou 8 palavras na frase. Dessas 8 palavras, apenas três estão escritas em português…</p>
<p>Digo-vos uma coisa: perante uma suposta declaração de amor como esta… eu fugia!!!!</p>
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		<title>Próximas Actuações</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 10:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Próximas Actuações]]></category>

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		<description><![CDATA[CONSULTE AQUI AS MINHAS PRÓXIMAS ACTUAÇÕES!
Em constante actualização&#8230;
**************************
Projecto: DouroEncanto
Data: 26 de Julho de 2010
Hora: 21h30
Local: Lever
Projecto: Escola de Música da SC Dez de Junho - Audição de Final de Ano Lectivo
Data: 30 de Julho de 2010
Hora: 22h00
Local: Indycat Piano Bar - Broalhos (Medas - Gondomar)
Projecto: DouroEncanto
Data: 31 de Julho de 2010
Hora: 22h00
Local: Vila Cova (Medas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CONSULTE AQUI AS MINHAS PRÓXIMAS ACTUAÇÕES!</strong></p>
<p>Em constante actualização&#8230;</p>
<p>**************************</p>
<p>Projecto: DouroEncanto<br />
Data: 26 de Julho de 2010<br />
Hora: 21h30<br />
Local: Lever</p>
<p>Projecto: Escola de Música da SC Dez de Junho - Audição de Final de Ano Lectivo<br />
Data: 30 de Julho de 2010<br />
Hora: 22h00<br />
Local: Indycat Piano Bar - Broalhos (Medas - Gondomar)</p>
<p>Projecto: DouroEncanto<br />
Data: 31 de Julho de 2010<br />
Hora: 22h00<br />
Local: Vila Cova (Medas - Gondomar)</p>
<p>Projecto: Banda Marcial da Foz - Filarmónica do Porto<br />
Data: 1 de Agosto de 2010<br />
Hora: Todo o dia<br />
Local: Vilar do Paraíso</p>
<p>Projecto: Banda Marcial da Foz - Filarmónica do Porto<br />
Data: 2 de Agosto de 2010<br />
Hora: 17h00 - 20h00<br />
Local: Vilar do Paraíso</p>
<p>Projecto: Banda Marcial da Foz - Filarmónica do Porto<br />
Data: 8 de Agosto de 2010<br />
Hora: Todo o dia<br />
Local: Valadares</p>
<p>Projecto: Banda Marcial da Foz - Filarmónica do Porto<br />
Data: 15 de Agosto de 2010<br />
Hora: Todo o dia<br />
Local: S. Pedro da Cova</p>
<p>Projecto: Banda Marcial da Foz - Filarmónica do Porto<br />
Data: 26 de Agosto de 2010<br />
Hora: 21h30<br />
Local: Feira de Artesanato da Foz do Douro</p>
<p>Projecto: La Belle Époque<br />
Data: 28 de Agosto de 2010<br />
Hora: 21h30<br />
Local: Barcelos (Encerramento Oficial das Comemorações da Elevação de Barcelos a Cidade)</p>
<p>Projecto: Banda Marcial da Foz - Filarmónica do Porto<br />
Data: 8 de Setembro de 2010<br />
Hora: Todo o dia<br />
Local: Porto - Campanhã</p>
<p>Projecto: Vozes de Esperança<br />
Data: 5 de Dezembro de 2010<br />
Hora: 16h30<br />
Local: Indycat Piano Bar (Broalhos - Medas - Gondomar)</p>
<p>Projecto: La Belle Époque e Grupo Coral Vozes de Esperança<br />
Data: 1 de Janeiro de 2011<br />
Hora: 21h30<br />
Local: Crestuma - Concerto de Ano Novo</p>
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		<title>Ensaio sobre a coragem</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 23:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pinheiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crónicas, Relatos e Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uns dois anos atrás, alguém disse: &#8220;o Pinheiro é um fixe, mas falta-lhe ambição&#8221;. Humildemente, reflecti sobre a frase e revi todo o meu percurso de vida. Listei todos os objectivos, todas as metas, tudo o que atingi e tudo o que falhei. Concluí que a minha ambição até era um pouco acima da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uns dois anos atrás, alguém disse: &#8220;o Pinheiro é um fixe, mas falta-lhe ambição&#8221;. Humildemente, reflecti sobre a frase e revi todo o meu percurso de vida. Listei todos os objectivos, todas as metas, tudo o que atingi e tudo o que falhei. Concluí que a minha ambição até era um pouco acima da média.</p>
<p>Hoje, recebi um SMS que, pretendendo ser ofensivo para com a minha pessoa, mostrou-me que eu sou um gajo corajoso como o caraças.</p>
<p>Quando era puto, e menos puto, os outros putos metiam-se comigo, por ter medo de bolas chutadas com força, por ter medo de cães, por ter medo, basicamente, de tudo e mais alguma coisa.</p>
<p>Ok&#8230; eu era um medricas. Contudo, houve algo onde nunca me acobardei: a defesa dos meus valores e das minhas convicções, mesmo sabendo que essa fidelidade a um conjunto de princípios poderia trazer-me dissabores a curto-médio prazo, como o SMS que &#8220;gentilmente&#8221; me endereçaram esta tarde.</p>
<p>Voltamos à velha questão da falta de argumentação que conduz à mentira, à difamação, ao insulto e, até mesmo à ameaça física. (para os mais distraídos, alguns textos aqui publicados há uns meses atrás valeram-me umas ameaças do tipo &#8220;vamos partir-lhe a cara toda&#8221;).</p>
<p>Ainda recentemente, há pouco menos de um mês, por fidelidade a uma pessoa a quem muito devo, alguém que, em três anos e meio, mudou a minha vida e me ajudou a ser uma pessoa e um músico melhor, tomei uma decisão que considero &#8220;corajosa&#8221;. Sabia, perfeitamente, que dois minutos após essa decisão ser pública, começaria o chorrilho de mentiras acerca da minha pessoa e atentados ao meu carácter. O facto é que esses &#8220;atentados&#8221; são, eles próprios, reveladores do carácter dos seus autores, ou seja, ao tentarem atingirem-me, cometem um acto suicida e aniquilam-se a eles próprios, como aconteceu esta tarde ao infeliz autor do SMS.</p>
<p>A decisão atrás aludida, para além de ser tomada em nome de uma forte amizade (algo que muita gente desconhece o que seja), foi tomada porque, se não a fizesse, iria contradizer valores que defendo publicamente há vários anos; se eu não tomasse essa decisão, iria ser infiel a mim próprio; se eu não tomasse essa decisão iria ser um verdadeiro cobarde.</p>
<p>Iria fazer o que outros fizeram: pensar uma coisa, fazer outra; iria render-me ao status quo; iria ser mais um robôt nas mãos de outros; iria deixar-me comprar como outros fizeram.</p>
<p>Hoje, por muitos SMSs que enviem, por muitos telefonemas que façam para amigos meus a dizerem &#8220;o Pinheiro é isto, é aquilo&#8221;, eu estou de bem comigo e de bem com o Mundo.</p>
<p>No próprio dia em que a bendita decisão foi tomada, recebi emails, SMS, telefonemas a darem-me os parabéns e palavras de incentivo para o futuro. Mensagens que ainda hoje vou recebendo.</p>
<p>Fechou-se uma porta, mas abriram-se inúmeras janelas. Sou hoje um homem mais &#8220;leve&#8221; e mais feliz.</p>
<p>Um sentimento que me inundou em Novembro de 2006, quando tomei uma decisão semelhante. Quatro anos depois, o filme repetiu-se quase na íntegra.</p>
<p>Mas, agora, sorrio. Sacudo o pó dos ombros e sigo em frente, enquanto os &#8220;porcos&#8221; insistem em &#8220;chafurdar no lodo&#8221; que eles próprios criaram.</p>
<p>Problema deles, não meu.</p>
<p>Eu tive a coragem de ser eu; tive a coragem de pensar com a minha cabeça; tive a coragem de defender as minhas ideias.</p>
<p>Ok, estou a armar-me aos cágados, mas é o que preciso deste momento. Acreditar em mim, no meu trajecto de vida, em tudo aquilo que já construí e vou continuar a construir. Afastar-me, definitivamente, de seres mesquinhos, pequenos e insignificantes que vagueiam pelo Mundo, girando em torno deles próprios.</p>
<p><em>Nota: Este texto, poderia, perfeitamente, ser reescrito citando, em vez da dita SMS que recebi hoje, um texto publicado há uns dois meses atrás na Internet, também ele sobre mim. Contudo, o autor desse texto (fiel seguidor deste blog), não merece tanta consideração de minha parte. </em></p>
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